Quem merece o terceiro lugar no Top 20 da HLTV? | CS:GO

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O ranking dos top 20 jogadores da HLTV.org (relativo ao ano anterior) tem o costume de fazer algum barulho. Diversas vezes relativamente a quem figura o primeiro lugar, que nos últimos anos tem sido entre ZywOo e s1mple. Porém, a polémica do ano 2021 não foi essa. Aliás, o primeiro lugar está bem seguro para o ucraniano, sendo que o francês ficou no topo nos dois anos anteriores, 2019 e 2020.

O líder, pelo menos no aspeto técnico, da melhor equipa do mundo, atualmente, fez mais que o suficiente para ser unânime como primeiro classificado.

Assim, o tópico de discussão na scene internacional de CS:GO é acerca do terceiro lugar. NiKo ou sh1ro? Sh1ro ou NiKo?

Ontem, a HLTV.org anunciou o quarto classificado que, no caso, foi o russo dos Gambit. O top 3 apenas será oficializado no dia 22 de janeiro, porém é uma mera formalidade.

Sh1ro liderou a equipa da zona CIS para seis trofeús, tendo sido MVP de três deles, o mais relevante sendo o IEM Katowice. Foi o ano de explosão do jovem jogador, que em 2019 não figurou sequer o top 20.

Liderou a equipa para o terceiro lugar no PGL Major Stockholm 2021 e segundo na Blast Premier: World Final 2021, dois dos torneios mais importantes do ano, em termos de prizepool.

Em termos individuais, foi o jogador que menos morreu no servidor por ronda, com 0.52 deaths por ronda, um recorde histórico, dado que ultrapassou markeloff que, em 2010, estabeleceu o recorde de 0.53 DPR no ano.

Foi o jogador mais clutch, tendo vencido 112 situações de 1vsX contra os outros jogadores. Foi um jogador extremamente consistente, ao longo do ano. O seu pior rating em qualquer evento foi de 1.14, tendo sido maior que a média de outros jogadores que entraram nesta lista. Falando em ratings, ficou em terceiro lugar com a melhor média de rating da HLTV, em grandes eventos, 1.22.

Apesar da sua, digamos, falta de agressividade nos inícios de ronda, sendo que teve os primeiros duelos do jogo 16% das vezes, venceu esses duelos 69.6% das vezes, uma eficácia tremenda.

Agora, NiKo, que figurará o top 3 da lista, teve um ano especial, em particular.

Em termos coletivos, o melhor que conseguiu, em grandes torneios, foi o segundo lugar no PGL Major Stockholm 2021. Esse torneio foi o ponto mais alto do ano de NiKo. Carregou a equipa dos G2 à final, acabou o torneio com um rating de 1.36, apenas ultrapassado por s1mple.

Contra adversários do top 5 e top 10, teve um rating bem superior ao do “rival” russo. 1.24 vs 1.15 e 1.23 vs 1.18, respetivamente. Apareceu, principalmente, na segunda metade do ano, com o regresso das LANs e será justo dizer que o seu ponto mais alto apenas não foi superior ao ponto mais alto de s1mple.

A sua estatística de impact que, segundo a HLTV, “mede o impacto de kills iniciais, clutches e de rondas com mais de uma kill” foi de 1.30 contra 1.14 do russo.

É certo que não teve tantos clutches ou que morreu mais vezes que sh1ro, mas quando temos em conta o papel de cada jogador. NiKo é um entry-fragger, tendo sido considerado pela Blast como o melhor da sua função em 2021.

Procura mais duelos iniciais, procura ganhar espaço no mapa, envolve-se em lutas iniciais e está menos presente que sh1ro, que pode assumir um papel mais passivo no início da ronda.

Parece justa a premiação de NiKo no terceiro lugar. Teve um ponto de nível mais alto que sh1ro (e até ZywOo), mas durante menos tempo que o russo e muito menos que o francês, apesar de não ser completamente injusto se sh1ro ficasse no pódio.

Agora com o regresso definitivo às LANs e com colegas novos, m0NESY e, dizem as más (ou boas) línguas que os G2 procuram, Aleksib e o treinador XTQZZZ, após as partidas de nexa e AMANEK, veremos como NiKo se comportará com uma equipa, na teoria, mais forte.

Foto de Capa: G2 Esports / ESL Gaming

Henrique Silva
Henrique Silvahttp://www.bolanarede.pt
É apaixonado por futebol desde cedo, tendo praticado durante uns tempos e, nos últimos anos, descobriu novas paixões: a NBA e os eSports.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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