Futebol de Praia: Reflexão sobre Portugal no Mundial

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A Seleção Nacional voltou a um Mundial, mas sem duas figuras históricas. Sem Alan nem Belchior ou Madjer, Portugal só tinha estado na primeira edição em 1997.

Apesar de ter obtido uma prestação com alguns pontos positivos, notou-se a falta das referências históricas no percurso da competição mundial, nos Emirados Árabes Unidos.

A Seleção Nacional mostrou falta de criatividade e principalmente falta de eficácia, na hora de atirar à baliza. Léo Martins acabou por tomar as rédeas na finalização com sete golos, sendo um dos segundos melhores marcadores do torneio.

De salientar que Portugal esteve, em dois dos quatro jogos, em vantagem numérica. Se frente na estreia frente ao México, a Seleção Nacional acabou por desnivelar um resultado já positivo, contra o Brasil não foi que aconteceu.

Frente aos campeões mundiais, os portugueses até tinham chegado ao 2-2 em 5×5. Contudo, não conseguiram concretizar e foi o Brasil, em transição rápida, que venceu o jogo, já em prolongamento.

Outro dado preocupante da Seleção Nacional foi o facto de, no último jogo da fase de grupos frente a Omã e que levou Portugal aos quartos de final, o número de remates total e à baliza ser inferior ao da seleção do Médio Oriente. Este dado permite explicar a dificuldade da vitória por 3-2, já depois de os eleitos de Mário Narciso terem desperdiçado uma vantagem de 2-0.

Portugal já venceu por duas vezes esta competição, a última em 2019, mas tem muito caminho a fazer, numa fase de renovação geracional. A reestruturação das competições nacionais com mais encontros entre equipas e uma promoção maior do Futebol de Praia seria importante para catapultar novamente o país nestas grandes competições. Não é necessário um investimento muito avultado, mas sim planeamento, organização, competição e mais atletas para juntar à “pool” de selecionáveis.

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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