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Portugal foi esta noite afastado do Mundial de futebol de praia, depois de ser derrotado pela seleção do Brasil. No confronto mais aguardado dos quartos de final da prova, uma final antecipada na opinião de muitos, o “escrete” foi mais eficaz e venceu pela margem mínima.

A seleção das quinas vinha de uma fase de grupos muito titubeante, com exibições pobres e resultados tremidos, como a derrota frente ao Paraguai ou a vitória tangencial no prolongamento frente aos Emirados Árabes Unidos. Contudo, Portugal entrou fortíssimo no encontro, com um golo na jogada inicial. Ao invés do tradicional pontapé de saída, Madjer optou por colocar a bola para Bruno Torres que rematou de primeira e surpreendeu o experiente guarda redes Mão. A esperança aumentou bastante entre as hostes nacionais, mas Catarino tratou de repor o empate logo aos doze segundos.

O jogo seguiu equilibrado a partir daí, com Portugal a conseguir dar boa réplica frente aos “canarinhos”, surpreendendo quem viu os primeiros jogos da nossa equipa. Elinton Andrade e Mão, os dois guarda redes, estiveram sempre em ótimo plano, com várias defesas de grau de dificuldade bastante elevado. Na seleção nacional, os irmão Bê e Léo Martins estiveram bastante ativos, assim como Jordan. Já no “escrete”, Datinha deu cabo da cabeça perto da nossa baliza, com várias fintas estonteantes e muita criatividade. No final do primeiro período, Jordan fez o segundo para a nossa equipa. Portugal terminou o primeiro terço do encontro em vantagem, o que não era totalmente descabido pelo que se tinha passado.

No segundo período, os brasileiros deram a volta ao texto, com dois golos de Datinha. Empatou o encontro numa grande penalidade claríssima depois de uma “maldade” que fez a Bruno Torres. O terceiro nasceu de uma das muitas faltas mal assinaladas pela equipa de arbitragem. Pouco depois disso, noutra falha do árbitro, foi assinalada uma grande penalidade a nosso favor, mas José Maria permitiu a defesa ao guardião contrário.

No último período, Portugal carregou em cima do Brasil e chegou ao empate, através daquele que foi, juntamente com Elinton Andrade, o nosso melhor jogador na competição: Jordan Santos. Portugal voltou a equilibrar o resultado, o que espelhava o equilíbrio de forças que se via no areal de Nassau. Contudo, um momento de génio desequilibrou por completo a partida. Num lance em que Belchior e Bruno Novo ficaram a marcar apenas com os olhos, Datinha levantou a bola para Rodrigo que, ainda longe da baliza, dominou e desferiu um pontapé de bicicleta absolutamente fabuloso. Num remate espetacular, Rodrigo marcou um dos melhores golos da competição e eliminou Portugal da competição.

A seleção nacional esteve privada da melhor forma das suas estrelas. Madjer não está bem fisicamente e não marcou nenhum golo na competição, Belchior também esteve longe do que já mostrou e Alan idem. Os irmãos Martins, Jordan e Elinton Andrade foram os destaques positivos da equipa orientada por Mário Narciso que, assim, não consegue revalidar o título alcançado há dois anos, em Espinho. Os brasileiros ficam assim como principais favoritos a vencer a competição deste ano.

Foto de Capa: FIFA

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