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Num jogo digno de qualquer Tour de France, tantas foram as bicicletas que resultaram em golo, Portugal conseguiu inverter uma desvantagem de 4-1 e a dois segundos do final da primeira parte do prolongamento, João Gonçalves deu a pedalada decisiva e fixou o resultado final em 7-6, garantindo mais uma vitória lusa nesta etapa da liga europeia de futebol de praia que decorre nos areais da Nazaré.

A Suíça entrou melhor e logo ao início, recuperação de bola a meio campo e após um pontapé de bicicleta de Stankovic, Steinemann, solto ao segundo poste, abriu o ativo. Aos três minutos primeiro de jogo, surgiu o sinal de perigo português. Ricardinho rematou e esteve muito perto de marcar. Pouco depois, Ott, com uma bicicleta, ficou perto do 2-0.

Os minutos iam passando e o jogo não estava fácil para Portugal. O equilíbrio era uma nota presente, embora a seleção vice-campeã europeia fosse começando a ficar ligeiramente por cima.

A meio do primeiro tempo, Portugal esteve muito perto do empate, mas depois de um pontapé de bicicleta de Madjer, Spacca tirou o pão da boca aos jogadores lusos. Com pouco mais de um minuto para jogar e a partir de um lance algo inocente, Stankovic esteve perto de aumentar a vantagem suíça ao enviar um pontapé de bicicleta ao poste esquerdo da baliza portuguesa.

Terminado o primeiro período do jogo, teoricamente, mais difícil para Portugal nesta etapa da liga europeia, a Suíça ia vencendo por 1-0. No entanto, o empate talvez fosse o resultado mais justo, visto que, os comandados de Mário Narciso foram que tiveram mais oportunidades para marcar.

Na segunda metade, voltou a ser a Suíça voltou a entrar melhor, com mais tempo de posse de bola atacante e com mais oportunidades para ampliar o score. Exemplo disso foi o livre-direto que Stankovic não conseguiu converter, resultante de um corte com a mão de Zé Maria. Pouco depois, Mo, com um grande remate, obrigou Andrade a uma defesa para a fotografia. Todavia, depois de várias tentativas e em virtude de um penalti cometido por Madjer, os suíços conseguiram aumentar a vantagem com um golo de Steinemann.

Portugal via-se numa situação complicada, visto que, não estava a conseguir fazer uma grande exibição nem responder aos dois golos forasteiros. Contudo, Madjer teve uma oportunidade de livre direto para inverter o rumo dos acontecimentos, mas Valentin conseguiu defender o remate do capitão português. O jogo poderia ter ficado ainda mais incómoda quando, aos dezassete minutos, após uma bela jogada coletiva, Ott, com um remate de primeira, ficou a centímetros dos 3-0.

Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes Fonte: Nazare Beach Events
Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes
Fonte: Nazare Beach Events

O tempo e os calafrios iam passando e seleção não conseguia marcar, mas num instante de jogo, Torres antecipou-se a Stankovic e tirou-lhe a bola. Apenas com o guarda-redes contrário pela frente, o próprio Torres quase ia perdendo o lance, mas com alguma sorte à mistura, reduziu a desvantagem. Superioridade que poderia ter sido anulada logo a seguir, mas Zé Maria não conseguiu converter um livre numa posição bastante privilegiada.

À entrada para os dois últimos minutos deste período, novo livre-direto para Portugal que Valentin defendeu e na recarga, Ricardinho, atirou a bola em direção da baliza, mas um ressalto na areia dirigiu o esférico para fora das quatro linhas. No seguimento da jogada, Valentin, com um remate da sua área, aumentou para 3-1. Enorme balde de água fria para todos os presentes no estádio do Viveiro que, após quase terem festejado o golo do empate, viram a Suíça a ampliar a diferença.

Finalizado mais um período, a Suíça continuava na frente, desta feita, por 3-1. Resultado que correspondia com o que ia acontecendo na areia. Contudo, não fossem as próprias caraterísticas da modalidade e, talvez, o resultado fosse outro.

O derradeiro período teve um inicio igual aos precedentes e aos trinta segundos, após uma bela jogada coletiva da Suíça, o matador Stankovic, novamente de bicicleta, aumentou para 4-1. Portugal respondeu e pouco depois, Andrade, com um remate de longe, ficou muito perto de reduzir o marcador. Passados alguns segundos, novo livre em zona frontal para seleção nacional, devido a uma falta de Stankovic sobre Madjer. O número sete não desperdiçou a oportunidade e com um remete fortíssimo reduziu para 4-2.

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