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Portugal queria chegar à tão desejada Final do Mundial de Futebol de Praia do Paraguai e para isso tinha de vencer o Japão, adversário nesta meia final. Os nipónicos tinham vencido o Uruguai na fase anterior por 3-2. Já se sabia que os comandados de Mário Narciso não teriam tarefa facilitada e foi isso mesmo que se verificou. Estávamos perante um grande jogo entre duas seleções que queriam muito chegar ao último jogo e onde houve uma Muralha Andrade e que não permitiu os nipónicos sonharem mais neste mundial.

O GOLO PORTUGUÊS E A MURALHA ELINTON ANDRADE DESTRONADA POR OZU

A seleção portuguesa não podia ter entrado da melhor maneira na partida e ainda para mais com um golo madrugador. Com dois minutos de jogo, trabalhou bem a sociedade Martins. A jogada começou em Bê Martins que tirou um “coelho da cartola” no lado direito do ataque e depois apareceu na grande área o irmão Leo Martins para bater de forma muito pragmática Shingo Terukina. Era o 0-1 a favor de Portugal.

Leo Martins foi quem inaugurou o marcador em Assunção nesta segunda meia final
Fonte: FIFA Beach Soccer World Cup

Depois do golo português, Elinton Andrade era uma autêntica parede neste primeiro período e se os nipónicos não empataram o jogo foi por sua causa. Já faltavam palavras para conseguir descrever a exibição que estava a fazer o guarda-redes português. O problema deste jogo estava mesmo a ser a areia porque estava molhada e não permitia que se jogasse bom Futebol de Praia.

O período não terminou sem antes haver a igualdade na partida. Ozu Moreira teve um livre mesmo em zona frontal e o capitão nipónico colocou a bola num ponto onde o guarda-redes português não teve qualquer hipótese de defesa. A bola acabou por entrar junto ao canto inferior esquerdo da baliza portuguesa e estava feito o empate para o Japão (1-1). Os nipónicos mostravam claras melhorias no jogo e para o espetáculo isto era bom. Para Portugal? Não tanto.

JOGO POBRE E OS NIPÓNICOS MAIS EFICAZES

Já tínhamos saudades disto, não? (Não!) Lá começou os maus arranques de Portugal depois de estar a vencer as partidas. A começar o segundo período, o guarda-redes nipónico mandou um balão para a frente, mas que até deu muito resultado. À bola foi Shusei Yamauchi, que disputou o lance com Rui Coimbra. O jogador português ficou caído e depois o número nove japonês foi insistente na jogada e acabou por apanhar a bola, marcando o golo da reviravolta nipónica. Era o 2-1 para o Japão e Portugal acabava por ser surpreendido.

Portugal começava a carregar na partida e só não marcava porque, por um lado, Shingo Terukina não deixava com as suas belas defesa e, por outro, a finalização portuguesa, tal como os postes, não permitiam também haver novo golo português. Mas havia claro sinal de que os pupilos de Mário Narciso queriam dar a volta a um marcador que era, sem dúvida, enganador.

O final do segundo período chegou mesmo e não houve golo português porque estava reservado para o terceiro período. Houve muitas falhas por parte dos jogadores portugueses e talvez isso tenha sido o principal obstáculo para conseguir empate. E não havia tarefa facilitada, como já se tinha referido no início do artigo.

AKAGUMA ESTRAGOU OS PLANOS DE FECHAR TUDO NO 3.º PERÍODO

Estava difícil, mas acabou por acontecer um golo português. Mais uma vez, foi um dos irmãos Martins que voltou a ser super decisivo. Bê Martins fez aquilo que quis do número oito nipónico, Masayuki Komaki, depois rematou com força e conseguiu marcar mesmo. A bola passou pelas pernas de Ozu e o guarda-redes japonês não viu a bola partir, que acabou dentro das redes nipónicas. Era o 2-2 na partida e Portugal não parou mesmo por aqui.

«Não há uma, sem duas»: adulterando muito o provérbio, mas só porque Bê Martins foi pela segunda vez protagonista de um golo. Belchior encontrou do lado direito o pequenino Bê Martins, que fez um GRANDE golo. Do meio campo não teve medo de rematar e provocou nova explosão de alegria portuguesa no Paraguai. A bola foi para o lado oposto onde estava e acabou por bater na malha lateral interior da baliza de Shingo Terukina, que bem que irá ficar isto num vídeo. Era a vantagem portuguesa (2-3) a faltar muito pouco para terminar o jogo.

Faltava muito pouco, mas já se sabe que neste tipo de modalidades não se pode acreditar que já está ganho e foi isso que aconteceu a Portugal. A faltar apenas 47.2 segundos para o fim, houve pressão japonesa na área portuguesa e de um canto a bola acabou por sobrar para Takuya Akaguma, que com um remate potente fez um “golaço” para empatar a partida a três golos. Não se resolveu nada no terceiro período por causa deste golo e o jogo foi para prolongamento.

NO PROLONGAMENTO NADA… TEVE DE SER NOS PENALTIS

Sem grande perigo junto de nenhuma das balizas tanto de Terukina como de Andrade e teve mesmo de se decidir tudo nos penaltis. Em Assunção (Paraguai), chovia imenso e talvez isto fosse um sinal “divino” de que iríamos estar novamente numa final. Esperava-se que os guarda-redes fossem importantes com as suas defesas e que os jogadores de campo estivessem com a pontaria afinada para marcar.

Andrade fez o seu ritual habitual nos postes da baliza onde se ia marcar as grandes penalidade e a verdade é que Ozu Moreira falhou mesmo o primeiro penalti nipónico. Madjer ficou responsável por bater o primeiro para Portugal e conseguiu fazê-lo (0-1 GP). Depois foi Yamauchi que empatou para o Japão (1-1 GP). Rui Coimbra conseguiu aumentar de novo a vantagem para Portugal (2-1 GP). Por fim, Teruki Tabata não teve a pontaria necessária para conseguir marcar o penalti e terminou o jogo.

Portugal está na final e vai encontrar a Itália, numa partida que já aconteceu este ano e que promete ser, sem dúvida, uma grande partida. Não foram os guarda-redes que tiveram à altura nos penaltis, mas sim a fraca pontaria dos nipónicos. Ainda assim, temos de destacar, e muito, o trabalho feito por Elinton Andrade, que foi um monstro nos postes e segurou a seleção portuguesa. A final está marcada para as 21h (hora portuguesa) e tem transmissão na RTP.

CINCOS INICIAS:

Japão – Shingo Terukina (GR), Takuya Akaguma, Kosuke Matsuda, Naoya Matsuo e Ozu Moreira

Portugal – Eliton Andrade (GR), Rui Coimbra, Jordan Santos, Bê Martins e Leo Martins

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