Cabeçalho modalidadesParecia 2016. Portugal, em dia não, tentou de tudo para conquistar o seu sexto título europeu, mas o destino não quis que assim fosse e a Rússia, que já não ganhava nenhum título importante desde 2014, conquistou a liga europeia de futebol de praia, após derrotar a seleção portuguesa por 3-1.

O jogo teve um início equilibrado, sem que nenhuma das seleções conseguisse superar a outra e impor o seu estilo de jogo.

A cerca de quatro minutos do intervalo, a Rússia beneficiou de um livre em zona perigosa, devido a um corte com o braço de Coimbra. Krash não desperdiçou e abriu o ativo. Em desvantagem, Portugal corria atrás do prejuízo, mas quem voltou a marcar, já dentro do último minuto, foi a Rússia, por intermédio de Paporotnyi.

Terminado o primeiro período, a Rússia estava na frente por 2-0. Vantagem justa, tendo em conta o que se via nos areais de Terracina. Portugal não mostrou muito e tinha que fazer muito mais se queria reentrar no jogo.

Logo após o retomar do encontro, num lance resultante da bola de saída, Portugal ficou perto de reduzir o marcador, mas o remate de Léo Martins foi ao poste. Pouco depois, belo lance construído pela equipa das quinas, mas Coimbra falhou o remate. A seleção portuguesa não estava bem e as coisas não estavam a sair – muitos lances ofensivos não eram concluídos por um mau passe, má definição no momento chave ou devido a muros russos que surgiram à frente das vontades portuguesas. A Rússia, com dois golos de vantagem, optava por ir gerindo, de certa forma, o resultado e esperavam por um erro luso para, metodicamente, ir desfazendo as esperanças de Portugal.

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Ott, da Suíça, foi o melhor marcador; os russos Paporotnyi e Chuzhkov foram o MVP e melhor guarda-redes da Superfinal, respetivamente Fonte: Beach Soccer Photo Archive
Ott, da Suíça, foi o melhor marcador; os russos Paporotnyi e Chuzhkov foram MVP e melhor guarda-redes, respetivamente
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

Mesmo sem estar tão bem como nos jogos anteriores, os jogadores orientados por Mário Narciso não baixavam os braços e continuavam a procurar o golo que podia mudar o rumo da partida. Porém, uma má saída de Andrade, quando já faltavam menos de três minutos para nova pausa, resultou no 3-0, apontado por Paporotnyi. Minutos depois, os russos estiveram perto do quarto – valeu o poste direito da baliza de Andrade a dizer não a um remate de Krash.

Chegado o fim de mais um período, a situação estava ainda mais complicada para as cores portuguesas. O marcador indicava uma vantagem de três golos para a Rússia e o que Portugal demonstrou, apesar de estar uns furos acima dos primeiros doze minutos, continuava sem ser o suficiente para voltar às contas do título.

Iniciada a última parte, Portugal tinha de correr atrás do resultado, mas foi a Rússia a ficar perto de voltar a marcar, através de um corte de Krash que embateu no poste esquerdo da baliza portuguesa. Pouco depois, um belo lance ofensivo da seleção russa não resultou no quarto porque Andrade não deixou.

Os minutos iam passando e Portugal não conseguia demonstrar a dinâmica, velocidade e virtuosismo apresentado nos jogos da fase de grupos, apenas a espaços o fazia. Com cerca de oito minutos para o final, Bê Martins dispôs de um livre em boa posição, mas não conseguiu aproveitar, tónica que se alastrava ao resto da seleção. Não se pode dizer que não rematasse, mas a seleção portuguesa estava em claro dia não.

A Itália, a jogar em casa, garantiu o último lugar do pódio ao derrotar a Espanha por 4-2, após grandes penalidades Fonte: Beach Soccer Photo Archive
A Itália, a jogar em casa, garantiu o último lugar do pódio ao derrotar a Espanha por 4-2, após grandes penalidades
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

Com pouco mais de cinco minutos para jogar, o quarto voltou a ficar perto, mas os ferros e Andrade mantiveram o 3-0. Passados dois minutos, Portugal ficou perto de reduzir, mas Chuzhkov fez uma defesa para a fotografia. Algo que repetiu, nem um minto depois, negando o golo a Jordan. A onda de azar continuava e, à entrada para o último minuto, Zé Maria, de bicicleta, atirou à barra.

A trinta segundos do final, Jordan beneficiou de uma falta em zona extremamente favorável e apontou o golo de honra para Portugal.

Três anos depois, a Rússia voltou a conquistar a liga europeia de futebol de praia, ao vencer Portugal por 3-1. Com esta vitória, a seleção russa está de volta aos títulos (de relembrar que o último título datava de 2014), chegando ao quinto título europeu, e tendo desta forma igualado Portugal e Espanha em número de ligas europeias de futebol de praia conquistadas.

 

Foto de Capa: Beach Soccer Photo Archive

Artigo revisto por: Francisca Carvalho