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Na terceira e decisiva jornada da etapa a disputar-se na Nazaré, Portugal e Espanha entraram em campo a saber que apenas dependiam de si próprias para vencer a competição. Algo que se deveu ao facto da Ucrânia somente ter conseguido vencer a Turquia no prolongamento. O que a fez amealhar apenas mais dois pontos, aos quais se juntavam os três da vitória de ontem. Portugueses e espanhóis contabilizavam três e quatro pontos, respetivamente. Por isso, unicamente a vitória no tempo regulamentar ou prolongamento interessava. O encontro foi muito equilibrado, mas no tempo extra, Llorenç, com um grande pormenor pessoal, garantiu a vitória da Espanha por 5-4 e a conquista da etapa realizada na Nazaré.

A entrada de Portugal na partida não podia ter sido melhor, pois, logo nos segundos iniciais, através de uma interceção de Jordan que sobrou para Léo Martins, o número três da seleção nacional assistiu Coimbra que, ao ver Dona adiantado, fez um chapéu ao guardião espanhol, inaugurando o marcador.

Portugal não consentia espaços para a sua baliza e após um remate de meia distância de Dona, Andrade lançou um contra-ataque que, por muito pouco, não foi concluído por Jordan. Contudo, pouco depois, a Espanha chegou ao empate na sequência de um canto. Antonio foi o homem do golo. No pontapé de recomeço do jogo, Madjer esteve perto de voltar a colocar Portugal na frente, mas o poste foi amigo de Dona. Segundos depois, a seleção nacional quase que voltava a ser traída por um desvio na areia, mas Andrade conseguiu evitar o segundo golo da La Roja.

O encontro foi-se equilibrando e mesmo após alguns avisos dados pela Espanha, que estava a procurar muito o jogo de pivot para os pontapés de bicicleta de Eduard e Llorenç, Von conseguiu recuperar a bola depois de um mau lançamento de Dona e disparou um míssil para o fundo das redes espanholas, fazendo o 2-1 para Portugal. A nova vantagem não durou muito, pois, Antonio, na conversão de um livre de meia distância, beneficiou de um ressalto na areia que atraiçoou Andrade. Estava feito o 2-2.

Nos últimos segundos antes da pausa, através de um lance em que Jordan recuperou a bola perto da baliza espanhola, Bê Martins serviu o seu irmão para o terceiro da tarde, mas Léo acabou por rematar ao lado.

Terminado o primeiro período, Portugal e Espanha empatavam a 2-2, após doze minutos onde o equilíbrio foi um elemento bem presente, mas, mais uma vez, a sorte parecia continuar a não querer nada com a seleção portuguesa.

A seleção nacional voltou a entrar melhor e nos primeiros momentos da segunda parte, ainda conseguiu ter algumas chances para marcar, mas Dona parou as intenções portuguesas sem grandes dificuldades.

Jogados dois minutos, Torres, num livre da área portuguesa, ficou muito perto de marcar, mas Dona conseguiu responder ao desvio na areia. Pouco depois, Andrade quase entregou o “ouro ao bandido”, mas desta feita, a sorte bafejou Portugal e um ressalto na areia em cima da linha de golo, impediu a vantagem espanhola. Volvidos alguns instantes, Madjer pegou na bola e disparou de muito longe para o fundo das redes espanholas. Portugal voltava a estar na frente, agora por 3-2.

Os comandados de Joaquin Alonso carregaram na procura do empate, mas a seleção nacional serrou os caminhos para a sua baliza e impediu uma resposta rápida da Espanha.

O golo fez muito bem a Portugal, parecia uma seleção diferente em campo. Mais solta e confiante. Exemplo disso, foi uma situação em que Coimbra pressionou muito alto e onde Léo Martins ficou a milímetros do golo. Pouco depois, o próprio Léo Martins, num atraso para Andrade, quase fazia um autogolo devido a um ressalto na areia. Porém, o guarda-redes português demonstrou grandes reflexos e com um ligeiro toque com a luva direita, desviou a bola para canto.

A faltarem cerca de três minutos e meio para um novo intervalo, Antonio beneficiou de um livre em posição quase frontal, mas não conseguiu bater Andrade. Volvido um minuto, um enorme erro defensivo de Portugal fez com que Chiky ficasse completamente sozinho e após um excelente pontapé de bicicleta, restabeleceu a igualdade. Passado pouco tempo, Javi Torres quase passou a Espanha para a dianteira, mas acabou por cabecear por cima da baliza lusitana.

Finalizado o segundo período, que foi disputado a todo o gás, o marcador continuava a ditar um empate entre Portugal e Espanha, mas desta feita a 3-3. O nível de jogo subiu e a qualidade do futebol de praia também. Falta de sorte é algo do qual a seleção nacional não se pode queixar durante estes doze minutos, dos quais só não saiu em vantagem devido a um crasso erro na defesa.

Os pontapés de bicicleta foram uma das principais armadas da Espanha
Fonte: Nazare Beach Events

Portugal até foi a seleção que dispôs da primeira oportunidade de golo na derradeira parte do encontro, mas acabou por ser a Espanha a marcar. Javi Torres assistiu Chiky que, com um remate de primeira, fez o 4-3 para os espanhóis. No entanto, a vantagem durou pouco, pois, após um livre de Jordan defendido por Dona, Bê Martins, no respetivo canto, viu a entrada de Coimbra ao segundo poste e colocou a bola no número dois da seleção nacional que apontou o 4-4.

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