Os Jogos Olímpicos da Juventude, originalmente agendados para 2022, e, entretanto, adiados para 2026, têm a particularidade de serem os primeiros de sempre disputados em África, na capital do Senegal, Dakar. Neste intervalo, já foi confirmado que o futsal feminino irá incluir a grelha de desportos a serem disputados.

Na prova de 2018, disputada em Buenos Aires, na Argentina, o futsal veio substituir o futebol de 11. A troca no evento argentino provou ser de muito boas memórias para as cores nacionais, com a brilhante conquista da medalha de ouro na variante feminina.

Para além da importância óbvia que tem uma conquista nesta modalidade para o país em questão, a crescente globalidade da modalidade e o aumento do número de adeptos assíduos e praticantes justificam a sua inclusão em eventos desta magnitude. À cabeça, e num futuro não muito longínquo, estará a sua adição em Jogos Olímpicos de Verão, estando esse desejo dependente da avaliação do COI em função da recetividade e sucesso neste formato.

Contudo, pelo que eu expliquei anteriormente, estará para breve uma troca com o futebol. Porquê? Simples. Não só pela globalização do futsal, mas porque o futebol apenas compreende jogadores sub 23, salvo três exceções por país participante na sua vertente masculina, com o elenco de elite para as senhoras. Por isto tudo, creio que será uma questão de tempo até, tal como aconteceu nos Jogos Olímpicos da Juventude, haver uma troca na lista de modalidades na programação dos Jogos.

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Falando agora mais um pouco da edição de 2026 em África, na capital senegalesa, creio que temos todas as possibilidades de poder renovar o ouro ganho, embora saiba que fazer apostas a tão longo prazo é muito arriscado.

O grande talento da geração de 2018 que conquistou o ouro na Argentina, Fifó.
Fonte: FIFA

O trabalho de formação em Portugal tem sido fantástico, com o lançamento de inúmeros talentos para a alta roda, com Fifó em claro destaque. A geração de 2018 pode-se considerar uma geração de ouro, mas tudo leva a crer que nos iremos apresentar na próxima edição com uma equipa disposta a lutar arduamente pelo lugar mais alto do pódio – seja com uma equipa masculina ou feminina, se se mantiver a restrição de apenas se poder levar uma equipa na modalidade.

Finalmente, esta é uma ótima oportunidade para o continente africano mostrar que é capaz de organizar um evento com a magnitude e importância dos Jogos Olímpicos. Ainda terão alguns anos para preparar tudo, mais quatro devido à COVID-19 e ao consequente adiamento dos Jogos de Tóquio. No entanto, toda a esperança de um continente está depositada na capacidade organizativa do Senegal para no futuro poder atrair mais competições multidesportivas para África.

Foto de capa: Olympics.org

Artigo revisto por Mariana Plácido

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