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É com muita tristeza e amargura que escrevo este texto, que comprova, mais uma vez, o efeito nocivo que as gestões ruinosas têm nos clubes aparentemente estáveis. A Associação Académica de Académica (secção de Futsal) vive, nesta altura, uma situação muito complicada, não devido à falta de empenho dos elementos do plantel, mas por causa de uma gestão muito pobre, que conduziu a esta situação que tanto me revolta.

Clubismos à parte, a Académica é um clube diferente de todos os outros. Não sei o que é que a difere dos outros, mas sei que quem passa por esta terra e/ou por este clube não mais esquece esta instituição mágica. Pode não ser designado um dos “grandes” do futebol português, mas a sua maneira de estar no desporto, a envolvência com os estudantes locais, sempre fez com que a Briosa se destacasse dos demais clubes.

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Falando agora da situação que me traz aqui, o futsal da Académica já viveu dias bem melhores. Após uma temporada de 2012/2013 muito positiva, que culminou no apuramento para os play-offs, era de esperar que o bom trabalho fosse mantido nesta época que agora decorre. No entanto, ocorreu um aparente menosprezo da AAC/OAF por esta secção, cuja gestão foi delegada a pessoas exteriores ao clube. Não poderia ter corrido pior esta decisão, pois nem as condições mínimas foram asseguradas aos jogadores, desde o início da época. Coisas tão básicas como água quente nos balneários, fatos de treino, refeições aquando dos treinos bidiários, entre outros, não eram garantidas pela direção.

Ex-jogadores da Académica, todos eles contestatários da atual Direção Fonte: Futsalglobal
Ex-jogadores da Académica, todos eles contestatários da atual Direção
Fonte: Futsalglobal

Claro que os jogadores não se sentiam satisfeitos, mas, por amor à camisola, foram dando o seu máximo todas as semanas. Esta situação arrastou-se até meados de janeiro, altura em que estalou definitivamente o verniz. Saída massiva de jogadores do plantel principal, uma autêntica razia que apenas deixou, no plantel de séniores, Nilmar. Foi necessário o recurso à equipa de juniores para colmatar esta série de ausências, e por isso não é de esperar que os resultados desportivos sejam os mais brilhantes até ao fim da época.

No entanto, isso não é o mais importante. Estes jovens têm um grande amor à camisola e dão sempre tudo por tudo para que a Associação Académica de Coimbra seja representada de uma forma digna e prestigiante. É uma fase complicada, é certo, mas estes jovens representam o futuro do futsal da instituição e espero que possam ajudar a inverter esta tendência muito negativa.

Como verdadeiro adepto da Briosa, cá estarei para apoiar incondicionalmente a equipa, nos bons e nos maus momentos. Poderemos descer de divisão e passar um mau momento, mas a Académica nunca vai cair nem desaparecer.