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As primeiras impressões da seleção de Futsal na qualificação para o Mundial

Diogo Rodrigues · 4 min

Portugal Futsal Mundial
Foto: UEFA

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Após os sucessos recentes do futsal nacional além fronteiras, mais concretamente, dos históricos resultados obtidos pelo selecionado de Jorge Braz: o bicampeonato Europeu, a conquista do mundial e a vitória na nova competição que junta os vencedores e finalistas do campeonato da Europa e da Copa América, o tempo era agora de voltar a colocar os pés no chão pois iniciar-se-ia a qualificação para o mundial de 2024.

Neste artigo de opinião realçarei as indicações deixadas pelos praticantes lusitanos,  apontando aspetos a melhorar na sequência da dupla jornada cumprida pelos patrícios.

Com Portugal integrado no grupo quatro de qualificação para o Mundial de 2024, convém referir que apenas os vencedores dos doze grupos e os três melhores segundos terão direito a disputar a ronda de Elite, esse sim o derradeiro obstáculo para marcar presença no torneio mais importante de  seleções a nível mundial, e no qual as quinas defenderão o título.

Nesta primeira fase em que os grupos são compostos por apenas três seleções, calhou-nos em sorte a Bielorrússia e a Lituânia, precisamente o local no qual vivemos essa noite mágica diante dos alvicelestes!

UM GRANDE SUSTO A COMEÇAR

A principiar a caminhada os nacionais capitaneados pelo veterano João Matos, uma verdadeira extensão de Braz em campo e numa convocatória que via: Hugo Neves, André Correia e Tiaguinho (Tiago Fernandes) como grandes novidades, em minha opinião,  eis que nos aprontávamos para receber os bielorussos, com a partida de estreia a decorrer num praticamente repleto Multiusos de Paredes. Portugal parecia entrar com grande “vertigem” ofensiva e predisposto  a “furar” com autoridade a barreira defensiva soviética, mas muitos erros na finalização foram moralizando, uma teoricamente, bastante mais frágil seleção. Aproveitando algum relaxamento defensivo da nossa parte acabariam mesmo por bater André Sousa em duas ocasiões. Desde aí assistir-se-ia a um “assédio” quase constante às redes contrárias, sendo que o dono das mesmas se ia cotando como a grande figura do embate, travando todas as investidas dos Portugueses que apesar do volume de jogo apenas conseguiriam reduzir perto do descanso.

O velho ditado : “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” aplicar-se-ia na totalidade, com a grande capacidade de luta à qual estamos habituados a ser a chave para a reviravolta, com Jorge Braz a utilizar algo que parece ser um dos pontos fortes de uma formação que não sabe o que é perder em jogos oficiais à perto de uma década. Falo das combinações potenciadas por Nuno Dias, técnico do Sporting Clube de Portugal na equipa leonina, com o selecionador a aproveitar o brilhante trabalho desenvolvido pelo campeão nacional e europeu, ao qual é adicionada a experiência de atletas como Bruno Coelho, autor do golo com o qual garantimos a primeira das três grandes conquistas do reinado de Braz. O forte apoio do público, a melhoria na concretização e o notório aumento de pressão defensiva seriam ingredientes fundamentais para manter-mos o registo de “invictos”. Se fiquei agradado com a exibição, claro que não! Fomos muito “macios” a defender, pouco pressionantes no portador da bola e concedemos capacidade de crença aos antagonistas, contudo o essencial seria consomado: o triunfo  com um parcial de 5-3, num encontro onde Zicky Té, um dos melhores pivots mundiais, foi figura de destaque.

UM REGRESSO AO PASSADO

Levados alguns dias, Portugal voltava a uma morada onde havia sido mais que feliz, pois defrontava a seleção lituana em Kaunas. Este regresso ao passado sê-lo-ia de facto, pois o rolo compressor ,a seguríssima seleção e o futsal atraente foram imagens de marca de um duelo que mais pareceu um treino, mas de caráter oficial. Resultado: uma vitória por 0-6, onde o momento alto foi o golo do outro mundo assinado por Zicky, um atleta que pode, salvo melhor opinião, igualar os feitos de Ricardinho, melhor jogador de todos os tempos da modalidade.

Agora segue-se a receção no próximo mês aos lituanos, na qual não espero menos que uma vitória folgada, mas mais que tudo uma exibição à campeões!

Com alguns aspetos para melhorar e aperfeiçoar, como já referi, o balanço da dupla jornada é francamente positivo, com Portugal a ter tudo para caminhar sem contratempos rumo à ronda de Elite, sendo que marcaremos presença, não tenho a menor dúvida, no palco mais estrelado do planeta futsal!

Foto de Capa: UEFA

Diogo Rodrigues

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