No fim deste mês, mais concretamente no dia 30, e no primeiro dia de fevereiro, a nossa seleção vai defrontar a congénere do Brasil em dois encontros de cariz particular, a disputar respetivamente no pavilhão João Rocha e no pavilhão da Luz, sendo que, no caso da casa dos leões, será a primeira vez que a seleção lá irá jogar.

Este duplo compromisso é marcado por situações inéditas: para além da estreia desse pavilhão nos jogos da nossa formação nacional, será a estreia em encontros luso-brasileiros com o estatuto de campeões europeus da modalidade, algo alcançado no dia 10 de fevereiro de 2018 na arena Stozice em Liubliana, na Eslovénia.

Irão ser o 21.º e o 22.º encontros no historial de jogos entre estes dois conjuntos, sendo que nos 20 anteriores não há qualquer registo de vitória portuguesa, apenas 16 vitórias brasileiras e quatro empates. Para além disso, não irá haver um encontro entre os melhores jogadores de futsal da história, uma vez que o mago do país irmão, conhecido no mundo do futsal por Falcão, abandonou a sua carreira no passado mês de dezembro e portanto não iremos voltar a ver um reencontro entre os jogadores mais mediáticos. que são, naturalmente, os ícones das suas seleções (Falcão e Ricardinho).

Falcão abandonou uma longa e brilhante carreira no fim de 2018, aos 41 anos
Fonte: Magnus Futsal

Sendo estes jogos marcados por uma nova era da modalidade, sem um dos seus expoentes máximos, esperemos que seja também a oportunidade para finalmente tombarmos a formação sul-americana, nem que seja em encontros amigáveis, que servem de preparação para a fase de qualificação do Mundial 2020, a disputar na Lituânia.

De referir que a turma canarinha defrontou Portugal pela última vez no ano de 2015, no tal encontro muito falado na altura pelas lendas do desporto, e que teve a curiosidade de se disputar num campo de futsal especialmente colocado num dos recintos que acolheram o Mundial 2014 de futebol de 11, isto é, a Arena Castelão em Fortaleza.

Esta dupla jornada, mais importante para ganhar rotinas e testar novos modelos de jogo, como habitual em todos os jogos deste tipo, onde o resultado não é o mais importante, mas creio que seria motivador ganhar ao penta-campeão mundial pela primeira vez na nossa história, ainda para mais numa altura em que o nosso novo estatuto pode trazer uma pressão adicional na hora de encarar grandes competições internacionais e a qualificação para as mesmas.

Texto revisto por Mariana Coelho

Foto de Capa: FPF

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