Cabeçalho modalidadesDepois do importante triunfo já abordado num artigo anterior em Belgrado, ficámos indiscutivelmente mais perto do Mundial, e agora fica a faltar apenas o jogo em nossa casa, dia 12 de Abril, no pavilhão multiusos de Odivelas, para selar este apuramento.

Torneado que está este primeiro obstáculo, creio que é mais ou menos seguro dizer que o mais complicado já passou, embora não seja conveniente menosprezar a equipa da Sérvia, sob pena de podermos sofrer um enorme dissabor. Vou fazer uma menção também ao ambiente verificado nas bancadas da arena de Belgrado, bem mais calmas e menos fervorosas no apoio aos jogadores da casa do que no jogo do Euro’2016, no passado mês de Fevereiro.

Confesso que este ambiente mais “morno” me espantou bastante, pois esperava bem mais do público, na medida em que contava que fosse o sexto jogador e apoiasse bastante mais vivamente os seus jogadores. É verdade que a “febre” do Europeu já passou, e além disso bem sabemos do carinho que o público sérvio tem para com o melhor do mundo, o mágico Ricardinho, aplaudido aquando da sua entrada em campo.

Ricardinho até parecia um jogador sérvio, pela maneira como foi aplaudido  Fonte: Seleções de Portugal
Ricardinho até parecia um jogador sérvio, pela maneira como foi aplaudido
Fonte: Seleções de Portugal

Sobretudo estes dois fatores poderão explicar o menor contributo dos adeptos para a exibição da equipa centro-europeia, sempre habituada a canalizar o apoio dos seus compatriotas para conseguir bons jogos e tornar-se assim uma das equipas mais temidas no seu reduto na Europa inteira. Agora, temos a segunda mão em casa, e cabe-nos a nós criar um verdadeiro inferno, dentro do fair-play que historicamente nos caracterizou, mas incansavelmente no apoio aos nossos heróis, mostrando que o europeu menos conseguido já está ultrapassado e que é nestes momentos que a seleção tem a oportunidade de se redimir perante os seus adeptos, não apenas porque ganhámos lá, mas porque é essencial a equipa nacional sentir que tem os adeptos ao seu lado para tentar chegar até à Colômbia. Porque, para dizer a verdade, e parafraseando Ricardinho na conferência de imprensa de antecipação ao jogo na Sérvia, “Não consigo imaginar um mundial sem Portugal”.

Por isso, para lá podermos chegar, é necessário criar uma ótima atmosfera em Odivelas, de “colinho” incondicional e de muita ajuda vinda das bancadas, pois só assim os jogadores poderão ter forças para contornar este obstáculo e fazer-nos chegar por conseguinte até ao Mundial da modalidade, que já não tem a mesma piada sem uma seleção de topo e que, por mérito próprio, já alcançou um lugar no lote de candidatas a vencer a competição; se lá chegar, é claro.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

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