Cabeçalho modalidadesO campeonato do Mundo de Futsal, que decorreu desde o dia 10 de Setembro até ao dia 1 de Outubro na Colômbia, trouxe consigo algumas surpresas logo a partir dos oitavos-de-final, com a queda precoce dos grandes favoritos e anteriores vencedores das sete edições até então disputadas, Brasil (perdeu em grandes penalidades contra a grande sensação da prova, o Irão, logo após a fase de grupos) e Espanha (cedeu nos quartos-de-final contra a fortíssima Rússia, a quem tinha ganho já este ano, na final do Europeu), algo que me levou a acreditar que era possível  ser pela primeira vez campeão mundial, o que tornaria este ano (ainda mais) histórico, logo após a soberba conquista do Campeonato Europeu de Futebol de 11. No entanto, um jogo menos bem conseguido na meia-final, contra a Argentina, deitou por terra as nossas aspirações de poder ganhar o título, restando por isso a luta pela medalha de bronze contra o Irão, que foi batido pela Rússia na restante meia-final.

Este jogo foi muito disputado, com a formação asiática a provar que não é necessário naturalizar jogadores brasileiros “à pressa” para poder ter uma equipa competitiva, ao contrário de equipas como o Azerbaijão, que naturalizaram meia-dúzia de jogadores daquele país, sendo que até o próprio treinador é brasileiro e inclusivamente dava as palestras em português, desvirtuando completamente a cultura de todo um país.

Cardinal marcou dois golos no tempo regulamentar, que não foram suficientes para ganhar Fonte: Cardinal
Cardinal marcou dois golos no tempo regulamentar, que não foram suficientes para ganhar
Fonte: Cardinal

Finalizado este pequeno aparte, Portugal entrou no jogo de hoje de uma forma aguerrida, tentando desde cedo resolver a questão, mas esbarrou na boa eficácia defensiva do adversário, chegando ao intervalo com o nulo no marcador. A segunda parte começou com dois golos de rajada da seleção nacional, ambos por intermédio de Fernando Cardinal, que colocou a nossa equipa a ganhar, e logo com dois golos de vantagem.

A partir daqui pensava-se que o jogo ia cair para o nosso lado, mas a equipa iraniana fez valer o seu estatuto de equipa-sensação, empatando o encontro e levando assim a discussão para a marca dos seis metros, onde após uma longa discussão acabámos por cair para o quarto lugar, ficando o nosso rival com a medalha de bronze. Foi portanto um fim inglório para a equipa portuguesa, que por todo o seu percurso por terras colombianas merecia claramente ganhar pelo menos um lugar no pódio. Infelizmente para nós não foi possível, mas é indiscutível que a representação portuguesa não foi, de todo, má. Só o final é não nos deu o prémio merecido para coroar e fechar com “chave de ouro” a nossa participação na América do Sul.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

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