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– Independentes! Independentes! Independentes até à morte!

Era o grito que ecoava no balneário antes de cada jogo; era rotina, mas eu esperava a semana toda para ouvir esse grito – não por me sentir motivado ou próximo dos meus companheiros, mas sim porque tinha oportunidade de ver a cabeça do meu treinador da cor da camisola principal do Benfica (depois de Paris quase que me custa falar no Benfica, mas o que tem de ser tem muita força).

Independentes
Fonte: sines.pt

Era uma papoila saltitante o mestre da táctica Sineense, conhecido no mundo do futsal de formação como “Tomané”… Minto, ele não era propriamente uma papoila saltitante; porém, aquando desse grito, a cabeça dele bem que me enganava. Eu admirava de perto as veias salientes na testa do “mister” e os olhos, esbugalhados enquanto nos brindava com perdigotos e gritava “Independentes”. Era um momento único que me há-de ficar marcado para o resto da vida, até porque com tanto banho de perdigotos quase aposto que ainda encontram ADN Tomanense no meu cabelo.

Embora tenha tido um passado brilhante no futsal de formação (deixo ao critério do leitor a existência desse mesmo passado brilhante), vinha-vos mesmo falar do jogo do campeonato nacional de futsal entre o Sporting, campeão em título, e o Rio Ave, inteligentemente denominado assim porque em Vila do Conde passa um Rio… que se chama Ave.
Foi um jogo impróprio para cardíacos no reduto do Sporting (6-6) e fez com que me lembrasse dos “jogaços” na minha escola primária, em que eram uns 30 em cada equipa e acabava 22-23 porque alguém gritava “Quem marcar ganha!”, ou 22-22 porque o dono da bola amuava e levava a bola com ele quando lhe faziam uma falta e não a assinalavam (isto já era o Pinto da Costa com a mão nos árbitros).

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Desta vez, quem amuou foi mesmo o Nuno Dias, treinador do Sporting, que depois de estar a ganhar por 6-3 vê a vitória a escapar a 30 segundos do fim, com um golo meio atabalhoado de um jogador chamado “Formiga”. Se isto não faz lembrar a primária e os jogos épicos no recreio, então não sei o que faz.

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O Pedro é uma personagem incontornável no universo benfiquista, principalmente quando se encontra no interior do Estádio da Luz. Os adeptos de cadeiras vizinhas já chegam ao ponto de exclamar "já não te posso ouvir" em jogos mais intensos. A nível de futsal, torce pelos Independentes de Sines.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.