Cabeçalho modalidadesA poucos dias do pontapé de saída do Campeonato do Mundo de Futsal, e com a preparação já numa fase bastante avançada, é hora de olharmos para as hipóteses da nossa equipa portuguesa de vir a ser bem-sucedida nesta competição, organizada pela Colômbia, nas cidades de Bucaramanga, Cali e Medellín.

Olhando para o grupo em que estamos inseridos, é difícil não pensar em conseguir um ótimo resultado final, sem qualquer sentimento de arrogância ou menosprezo em relação ao valor dos adversários, como é óbvio. Estando no pote dois aquando do sorteio da fase de grupos, e vendo o valor dos adversários no principal pote – por exemplo, o Brasil, a Espanha ou a Rússia, estando também representados a Itália ou a Argentina -, tivemos sorte em ter ficado com a Colômbia, pois todos estes adversários são mais fortes do que o organizador, em teoria. No entanto, sabemos que é necessário provar isso em campo, e o fator casa pode ajudar algumas equipas a transcenderem-se, como foi o caso da Sérvia no Euro 2016, em que bateu Portugal na fase de grupos, acabando por fazer um brilhante quarto lugar, somente caindo aos pés da Rússia no prolongamento nas meias-finais.

Este é o Coliseo El Pueblo, em Cali, onde Portugal joga 2 jogos da fase de grupos Foto de Gustavloz
Este é o Coliseo El Pueblo, em Cali, onde Portugal joga 2 jogos da fase de grupos
Foto de Gustavloz

Portanto, já “sentimos na pele” o quanto uma equipa que organiza uma competição importante a nível continental se pode superar. Passado um mês, jogámos contra a mesma equipa e lográmos seguir para esta competição, deixando os sérvios de fora.

Mas vamos olhar com atenção para os conjuntos que nos calharam em sorte. Para além da já citada Colômbia, os outros dois elementos presentes são o Panamá e o Uzbequistão. Em relação ao grupo centro-americano há registo de uma anterior presença, há precisamente quatro anos, onde chegaram aos oitavos-de-final, apenas caindo aos pés do futuro campeão, Brasil, por uns pesados 16-0. O Uzbequistão é um estreante absoluto, não se sabendo ao certo o que esperar. No entanto, analisando os resultados de participações em campeonatos asiáticos, é uma das melhores equipas a nível continental, já contando com quatro presenças na final, mas ainda sem qualquer título. É, portanto, um grupo que tem de ser encarado de forma profissional e séria por parte dos nossos atletas, sempre com o máximo respeito pelos adversários que se cruzarem, tanto nesta fase prévia, como um pouco mais adiante, esperemos nós.

Melhorar o terceiro lugar de 2000 não é fácil, mas quero acreditar que não é pedir demais aos jogadores e dirigentes nacionais. Orgulhem o país e joguem o melhor que sabem; o resto vem por acréscimo.

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Foto de capa: Seleções de Portugal

Artigo revisto por: Gonçalo Coelho