cab futsal

Um pouco como se esperava, e claramente empurrada pelo público que compunha as bancadas, embora em menor número que no Euro 2016, a Sérvia deu mostras logo no início de querer mandar no jogo, coincidindo com uma entrada menos positiva da nossa equipa. Pese embora este bom início da seleção balcânica, foi Portugal que se adiantou no marcador, depois de um desvio oportuno de João Matos com o calcanhar à boca da baliza. Com o golo, crescemos muito no encontro e passámos a dominar os acontecimentos até ao intervalo, sendo também de destacar o segundo golo por intermédio de Fernando Cardinal, após um forte remate ao canto superior da baliza defendida por Aksentijevic. Ao fim dos primeiros 20 minutos o resultado parecia ser um pouco lisonjeiro para a equipa nacional, mas plenamente justificado apenas a partir do momento em que foi marcado o primeiro golo.

Na segunda parte, a Sérvia entrou mais determinada perante um adversário a tentar controlar as operações e foi com alguma naturalidade que chegou ao golo, reduzindo o défice no marcador para o mínimo. Com este golo, podíamos ter tremido ou, ao invés, ter assumido uma postura excessivamente defensiva. Mas não; foi a expulsão de um jogador da casa que permitiu a superioridade numérica aos portugueses e por conseguinte a criação de variadíssimas situações iminentes para poder marcar e aumentar assim a vantagem para a segunda mão, mas o guardião sérvio mostrou-se sempre intransponível.

Perto do final, a Sérvia ainda tentou marcar o golo do empate, mas Vítor Hugo esteve enorme ao tirar um golo certo ao avançado adversário. Bem vistas as coisas, o triunfo acaba por ser justo, perante sobretudo a reação portuguesa na parte final de cada uma das partes e a forma como a seleção conseguiu controlar o rumo dos acontecimentos, num jogo imensamente difícil e onde era necessário saber sofrer, pois não era, de todo, um jogo fácil. Foi, portanto, uma vitória magra, mas extremamente saborosa e que permite abordar a decisiva partida, em Odivelas, com mais tranquilidade e confiança, e de preferência com o pavilhão cheio no apoio aos craques portugueses. Dia 12 de Abril há mais uma autêntica final para atacar com o mesmo respeito pela emergente seleção da Sérvia. Estou consciente de que o jogo não vai ser nada acessível, mas com a confiança de que o nosso valor será suficiente para derrubar este muro centro-europeu com muito valor, conforme vimos recentemente no Euro 2016.

Foto de capa: Futsal Global

Anúncio Publicitário