Inicia-se uma nova era no futsal do Sport Lisboa e Benfica, com a saída há muito anunciada de antigo capitão e símbolo do clube, Bruno Coelho, para o projeto do ACCS, em França. Tal abriu uma grande interrogação no seio do clube encarnado: qual seria o novo capitão das águias a partir da próxima época 2020/21. Com esta baixa de peso, caberia à estrutura benfiquista encontrar um jogador com o perfil indicado e um misto de experiência e capacidade de liderança para ser a extensão do treinador em campo.

Bruno Coelho, uma grande perda para o Benfica, fantástico jogador e grande capitão.
Fonte: SL Benfica

A escolha acabou por recair sobre um dos jogadores mais influentes e o mais experiente do atual elenco, o brasileiro Robinho. Com 37 anos de idade e a caminhar para o seu quarto ano com a camisola do Benfica, o brasileiro naturalizado russo é, dos futsalistas do atual plantel, aquele que melhor encarna, na minha opinião, a garra e a vontade que o misticismo e a rica história das águias merece.

A herança deixada pelo seu antecessor é muito pesada, pois Bruno Coelho é um dos grandes jogadores das águias e, obviamente, um dos capitães mais consensuais e indiscutíveis, pelo que a tarefa de Robinho não se avizinha nada fácil. Mas, pelo menos, pode ajudar a integrar os jogadores jovens e inexperientes e fazê-los sentir a importância e o peso de vestir o “manto sagrado”.

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Nesse papel acredito que o experiente ala irá auxiliar os jovens que estão a dar o salto para a equipa principal. O resto, como se costuma dizer, teremos que aguardar pelos próximos episódios e pelo desenrolar da próxima temporada. Como o próprio jogador admitiu, a sua responsabilidade dele irá aumentar bastante e, como tal, só o avançar da competição é que irá mostrar o real valor de Robinho enquanto capitão do Benfica.

Eu defendo sempre que, antes de se criticar ou elogiar prematuramente uma decisão, devemos dar o benefício da dúvida e um voto de confiança aos escolhidos, e depois, sim, fazer uma análise crítica e fundamentada.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes