A CRÓNICA: EXIBIÇÃO MEDIANA CHEGOU PARA GOLEAR

O segundo encontro no Campeonato do Mundo de Futsal 2021 colocava no caminho de Portugal a seleção das Ilhas Salomão, congénere da Oceânia e claramente a equipa menos forte deste Grupo C.

À priori para esta partida, Portugal sabia que era importante ganhar, obviamente, a esta seleção, mas sabia que tinha de tentar marcar o máximo de golos possível, para um eventual desempate no fim do grupo. Essencialmente, era preciso ganhar confiança num trajeto que todos desejamos muito longo neste Mundial.

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O jogo em si não teve grande história, apenas a espaços as Ilhas Salomão conseguiam incomodar a baliza defendida por Vítor Hugo na primeira parte e, que na segunda parte, seria André Sousa a guardar as redes portuguesas sem muito perigo a registar.

Portugal também não fez um jogo brilhante… Longe disso, mas a diferença entre seleções era tão grande que o resultado se ia avolumando com naturalidade. O grande destaque deste jogo foi mesmo o golo de belo efeito de André Coelho, talvez o melhor jogador português do mundial até agora. Num movimento bem típico da seleção, com uma reposição lateral de bola estudada, o passe milimétrico caiu de forma perfeita para o pé do jogador do FC Barcelona. Um disparo de fora da área sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Ao intervalo estava 3-0 e na segunda metade marcamos mais quatro da autoria de Pany Varela, Erick, André Coelho e uma infelicidade de um jogador das Ilhas Salomão. Portugal não sofreu qualquer tento, fazendo assim o primeiro jogo digno deste registo. Como já disse anteriormente, foi um jogo sem grande história, onde o resultado apenas peca por escasso.

A seleção portuguesa fica, virtualmente, apurada para a próxima fase do Mundial, com seis pontos, e tem encontro marcado com Marrocos para definir em qual posição concluiu a Fase de Grupos.

 

A FIGURA
Fonte: André Sanano/FPF

Regresso aos golos de Ricardinho – Não foi uma obra de arte nem tão pouco um golo de belo efeito, mas foi um golo memorável por ser o primeiro depois de uma lesão que quase o impediu de marcar presença na competição.

O FORA DE JOGO
Fonte: André Sanano/FPF

Jogo pouco competitivo – A vitória portuguesa nunca esteve em causa e o resultado poderia ter sido bem mais pesado para a equipa das Ilhas Salomão, não por causa de uma grande exibição de Portugal, mas pelas evidentes fragilidades do nosso adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – ILHAS SALOMÃO

O técnico brasileiro, Vinícius de Carvalho, tentou naturalmente retardar ao máximo o golo português. Mesmo que tivesse uma tática mais ambiciosa, a qualidade dos seus jogadores não dava para muito mais neste encontro frente a Portugal.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Talo (5)

Marlon Sia (4)

Samuel Osifelo (4)

Elis Mana (4)

Arnold Maeluma (4)

SUBS UTILIZADOS

Charlie Otainao (4)

Paul Laki (4)

Alwin Hou (4)

Elliot Ragomo (4)

George Stevenson (4)

Coleman Makau (4)

Alwin Ray (4)

Jeffry Bule (4)

Micah Lea’alafa (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Num jogo sem história, Jorge Braz tentou apostar maioritariamente no estilo 4×0 para a sua equipa ganhar confiança nesta vertente tática que não correu bem contra a Tailândia. Raramente usou um pivot fixo no ataque.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo (6)

Fábio Cecílio (6)

João Matos (6)

Bruno Coelho (6)

Ricardinho (7)

SUBS UTILIZADOS

André Sousa (6)

André Coelho (7)

Afonso Jesus (6)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (7)

Tiago Brito (6)

Miguel Ângelo (6)

Pauleta (6)

Zicky (6)

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