A CRÓNICA: EFICÁCIA OFENSIVA VALE TRIUNFO

Pela frente, o Sporting CP tinha o gigante Inter Movistar FS. Os espanhóis contam com um currículo inigualável em termos europeus, “somente” cinco vezes campeão desta competição, já não contando com a grande figura do emblema madrileno nos últimos anos, o português Ricardinho, mas na mesma com um plantel e qualidade temíveis.

O cenário da gloriosa época 2018/19 repetia-se, com o Inter mas meias-finais e com a possibilidade de voltar a encontrar o Kairat Almaty na final. Sendo que, o clube representante do Cazaquistão apenas joga a partir das 19 horas na outra semi-final, contra o FC Barcelona.

A última vez que existiu os dois confrontos iguais… acabou com a vitória do Sporting CP, em 2019.

A primeira parte foi disputada a um ritmo alucinante, em 20 minutos onde ambas as equipas atingiram o limite de cinco faltas, algo que os Leões atingiram sensivelmente a dez minutos do intervalo, algo que não trouxe efeitos práticos, dado que nenhum atingiu a sexta falta, que iria oferecer um livre de dez metros sem barreira ao rival. Tirando esse aparte, a metade inicial trouxe três golos, um primeiro do goleador leonino nesta fase final, Cavinato, autor do terceiro golo na conta pessoal, contando também com a ajuda do guarda-redes espanhol Herrero, num lance onde o guardião podia claramente ter feito melhor.

O Inter empatou num lance de bola parada, boa finalização de Borja após uma desatenção da defesa verde e branca. Poucos segundos volvidos, Guitta arriscou num remate do meio campo, contando com a ajuda preciosa do jogador Interista Borja, desviando o esférico em direção à baliza.

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Mérito para o guardião brasileiro pela forma como arriscou e petiscou, sendo vital no papel ofensivo ao criar um 5×4 momentâneo, que tantos desequilíbrios criou ao adversário e foi brilhante entre os postes. Como se costuma dizer “quem tem Guit(t)a tudo pode”. A parte final iniciou da mesma forma que a primeira, ritmo altíssimo e intensidade máxima, contando o Sporting com um golo a abrir, com Taynan a dobrar a vantagem no encontro.

Esse era um conforto ilusório no marcador, pois dois golos não é nada no futsal, mas sempre dá para gerir melhor e mais tranquilamente. Alguns minutos mais tarde, novamente através de uma bola parada, neste caso um pontapé de canto, a bola desviou em Tomás Paçó e voltou a devolver a vantagem mínima no marcador, algo que felizmente não durou muito tempo.

Pany Varela, numa jogada individual magnífica, fuzilou Jesus Herrero e devolveu a vantagem de dois tentos ao emblema nacional. O clube Interista apostou no guarda redes avançado, papel que coube ao brasileiro Pito, pivot que tem uma qualidade indiscutível mas é um jogador conflituoso, sempre envolvido em confusões e com atitudes infelizes, “pegado” com os jogadores leoninos mas algo que pode ser justificado com o calor do jogo e da competição.

O modo como foi defendida a vantagem com guarda-redes avançado do Inter foi soberba, aproveitando um erro do adversário para ampliar nos segundos finais, golo de Erick Mendonça a trazer o 5-2 final. Mais uma vez, o Sporting está apurado para a final, esperando pelo encontro de mais logo para conhecer o seu rival no encontro decisivo, agendado para segunda-feira às 19 horas. Mais uma exibição de gala e uma final europeia para os leões, a sua quinta e o regresso após a ausência em 2020.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede)

Guitta – Que exibição monumental do guardião brasileiro. Para além da segurança e eficácia entre os postes, foi decisivo ao avançar no terreno oportunamente para criar superioridade nos ataques da equipa e além disso ainda apontou um golo após um remate de longa distância, contando com o desvio em Borja, decisivo para o golo que na altura valeu o 2-1 ao Sporting.

O FORA DE JOGO

Golos sofridos de bolas paradas – A prestação leonina até agora tem sido incrível, mas é preciso ter um pouco mais de cautela na forma como se defende as bolas paradas. Todos os quatro golos concedidos vieram de bolas paradas e esse pormenor pode fazer a diferença numa final. É o único aspeto a apontar aos comandados de Nuno Dias, tudo o resto tem sido perfeito.

 

ANÁLISE TÁTICA – INTER MOVISTAR FS

A tática não foi a errada para este jogo, mas os erros individuais e a falta de eficácia, a meias com a inspiração de Guitta impediram um resultado mais positivo e o objetivo de chegar à final. Mesmo na quadra os jogadores sentiram essa frustração, com Pito a ser o expoente máximo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesús Herrero (5)

Cecilio (6)

Boyis (6)

Saldise (6)

Eric (6)

SUBS UTILIZADOS

Trípodi (6)

Pola (C) (6)

Raya (6)

Iacovino (6)

Borja (6)

Fernando (6)

Pito (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Mais um jogo taticamente exímio do Sporting, marcou quando tinha que marcar e defendeu muito bem a sua vantagem. No entanto quem olhar apenas para o marcador final pode pensar que foi um jogo fácil para os leões. Não foi de todo o caso, mas foi um triunfo muito merecido e mais uma final na próxima segunda.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (9)

João Matos (C) (8)

Taynan (8)

Alex Merlim (8)

Cavinato (8)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (8)

Zicky (8)

Erick (9)

Pany Varela (9)

Pauleta (8)

Foto de Capa: UEFA

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