Depois de cumpridos os jogos relativos aos quartos-de-final e meias-finais do play-off de Futsal, eis que chega a hora de olhar para a final e para os seus intervenientes. Como tem sido hábito desde que se iniciou a disputa deste atual modelo competitivo, indo já na sua 16.ª edição com os play-off, em 12 ocasiões houve uma final entre os rivais de Lisboa.

Nesta última década apenas em duas edições não se defrontaram os clubes lisboetas na final (em 2013/14, a Desportiva do Fundão de Joel Rocha eliminou o SL Benfica e conseguiu chegar à final com o Sporting CP e em 2016/17 o SC Braga igualou o feito dos beirões e chegou à eliminatória decisiva com o emblema leonino, feito que valeu o apuramento para a edição seguinte da Liga dos Campeões de Futsal.

Mas esses casos têm sido apenas a exceção, apesar do aumento da qualidade do nosso campeonato, que se tem verificado nestes últimos tempos e que se comprovam nas grandes dificuldades que os dois clubes com melhores equipas e maior orçamento, fatores que não podem ser dissociados, tiveram nos encontros anteriores, pese embora tenham ganho ambos os jogos e passado à final com a diferença máxima.

Há uma outra estatística interessante que pode assustar alguns adeptos leoninos mais supersticiosos: quando uma equipa portuguesa foi campeã europeia, nunca conseguiu juntar o campeonato nacional na mesma temporada. Ou seja, em 2010 o Benfica foi campeão continental e o Sporting foi campeão nacional. Em 2019 foi o Sporting que logrou conquistar o troféu europeu mas foi o Benfica que ganhou o troféu nacional.

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Conquista brilhante essa que foi igualada neste ano mas resta saber se a “maldição” se mantém ou se os verde e brancos ousam quebrar essa tradição. O histórico mais recente dá algum favoritismo aos Leões, nomeadamente ao terem fechado a fase regular em primeiro lugar, logo têm a vantagem de jogar mais um jogo no seu pavilhão, ainda mais decisivo visto que a partir de 14 de junho se prevê que o público possa voltar aos recintos desportivos, ou seja, o eventual quinto jogo no Pavilhão João Rocha já poderá ter público, ao terem ganho a edição de 2021 da Taça da Liga e obviamente, com a motivação em alta com a conquista da glória europeia.

A partir de 14 de junho, deixaremos de contar com as bancadas totalmente despidas de público, conforme se vê em pano de fundo nesta foto de Zicky Té
Fonte: SCP Modalidades

É muito pouco provável que tudo se resolva em três ou quatro encontros, mas espero acima de tudo que sejam encontros de grande intensidade e emotividade, disputa feroz em cada lance, mas com lealdade e fair-play, dentro do terreno de jogo e nas bancadas, quando os adeptos regressarem para embelezar ainda mais o espetáculo e motivar os jogadores, já cheios de saudades do sexto jogador.

Acho que todos os fãs, independentemente da sua cor clubística, já sentem falta do ambiente único que os espetadores criam, de apoio contínuo e incondicional às equipas. Que comecem os jogos e que comece esta final emocionante, com um conjunto de jogos onde a principal rivalidade vai ser posta à prova, de forma saudável (esperemos)!

Foto de Capa: SCP Modalidades

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