A CRÓNICA: TARDE TRANQUILA PERMITE CARIMBAR O BILHETE PARA A HOLANDA

Esta tarde, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, no Seixal, encontravam-se a seleção de Portugal, a equipa mais forte e cotada do grupo, e a Noruega, equipa mais frágil e que apenas tinha somado derrotas até então. Um triunfo era o suficiente para carimbar a passagem à fase final do Euro 2022 e os homens de Jorge Braz estavam cientes da obrigatoriedade de ganhar e da importância deste jogo nas contas finais do grupo.

O jogo iniciou exatamente como se esperava, domínio total dos nossos jogadores e a Noruega bem recuada, a tentar aguentar a forte pressão dos portugueses, tentando aproveitar uma bola parada para criar perigo à baliza defendida por Edu Sousa. Os minutos iam passando e notava-se alguma ansiedade nos nossos rapazes, com uma má definição em zonas de finalização. No entanto, o golo surgiu mesmo, por intermédio de André Galvão, num desvio oportuno a coroar um bom desenho ofensivo de Portugal. Poucos segundos volvidos, eis que surge o tento norueguês, na sequência de uma bola parada e um pouco “às três tabelas”. Este golo inesperado e surpreendente poderia ter condicionado a resposta portuguesa, mas um lance individual espetacular de Afonso Jesus voltou a desequilibrar o marcador. Belo pormenor técnico do jovem jogador e uma finalização de qualidade.

Pouco depois, surgiu mais um golo, de Bruno Coelho, a tranquilizar a equipa e a dobrar a vantagem no marcador. Com o avançar do encontro e com o passar dos minutos a qualidade portuguesa e a diferença entre os conjuntos começou a ser mais evidente, como se provou com o avolumar da vantagem, mais uma jogada coletiva muito interessante da nossa equipa, bem finalizada por Tiago Brito. A cerca de minuto e meio do intervalo, mais uma jogada coletiva bem executada e Tiago Brito voltou a faturar, em mais um lance onde teve arte e engenho para bater o guardião Norueguês, claramente o homem em maior destaque do nosso oponente.

Até ao tempo de descanso não houve mais qualquer alteração no placard, 5-1 para Portugal que, salvo alguma hecatombe, já estaria com o passaporte carimbado para os Países Baixos, no início de 2022.

Anúncio Publicitário
Zicky Té contribuiu com dois golos no jogo de hoje
Fonte: Seleções de Portugal

O mais complicado já estava feito, alcançar a vantagem perante um bloco tão baixo da Noruega e agora, na segunda parte, a tendência era a vantagem portuguesa no encontro ser alargada, não menosprezando a capacidade do nosso rival, sobretudo em lances de bola parado, que são claramente os momentos do encontro em que eles nos podem causar mais problemas. Ao intervalo, nota para a entrada do guarda-redes Bebé, de regresso à seleção, ele que já deu provas mais que suficientes da sua qualidade e valor.

A Noruega pretendeu ser mais proativa no encontro e fez uma série de remates à baliza portuguesa nos primeiros minutos, sempre bem parados por Bebé. Mas a toada geral manteve-se, muito mais domínio territorial de Portugal e deu frutos, com uma bomba de André Coelho, indefensável para o guarda-redes nórdico.

Pouco depois, mais uma triangulação perfeita e um desvio oportuno de Afonso Jesus para colocar o marcador em 1-7 (Por causa da Covid-19 a Noruega não pôde jogar em casa, portanto a dupla jornada será realizada no Seixal, pese embora este jogo ser, teoricamente, em casa para o país nórdico).

Os minutos finais passaram-se sem nada de relevante a apontar, o jogo já estava completamente decidido. Triunfo justo, inquestionável e categórico, ficando desde já selado o apuramento para o Euro 2022, com uma jornada por disputar, novamente contra este mesmo adversário na próxima quarta-feira.

A FIGURA

Afonso Jesus – Uma das maiores promessas do futsal português que demonstra que o futsal em Portugal tem o futuro bem assegurado, ele e Zicky Té´, fizeram “esquecer” as ausências de Ricardinho e Cardinal. Sem estas duas peças-chave, conseguimos fazer uma exibição segura e ganhar com tranquilidade.

O FORA DE JOGO

Golo sofrido de Portugal – Para a exibição ser perfeita, só mesmo se tivéssemos conseguido manter a nossa baliza a zeros. Foi um golo algo estranho, com uma ajuda (involuntária, obviamente) de Edu Sousa e foi a única mancha nesta nossa exibição.

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Orientada por um treinador italiano, e sabendo que a diferença entre as seleções era tão grande, a equipa nórdica apostou na coesão defensiva e nos lances de bola parada para tentar surpreender Portugal. Conseguiu um golo e pouco mais criou, com exceção de uma ou outra reposição lateral.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Rakvaag (GK) (C) (8)

Høvik (6)

Welo (6)

Moen (6)

Wermaker (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ajer (GK) (6)

Røttingsnes (6)

Pernes (6)

Halvorsen (6)

Skinlo (6)

Redzepi (6)

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A missão dos nossos jogadores era marcar o golo o mais rapidamente possível para confirmar um já anunciado apuramento para o Campeonato Europeu e construir um resultado confortável e volumoso. Tal foi conseguido, com a natural ansiedade para marcar o primeiro golo. A equipa soube reagir bem ao golo sofrido e fez uma exibição satisfatória, não foi brilhante mas q.b. para ganhar tranquilamente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu (GK) (6)

Fábio Cecílio (7)

Bruno Coelho (7)

Erick (7)

João Matos (C) (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bebe (GK) (7)

André Coelho (7)

 Afonso Jesus (8)

Zicky (8)

Pauleta (7)

Tiago Brito (8)

André Galvão (7)

Miguel Ângelo (6)

Mário Freitas (7)

Foto de Capa: Seleções de Portugal