Cabeçalho modalidadesO dia 10 voltou a ficar novamente na história de Portugal. Desta vez, o dia 10 de fevereiro de 2018, jamais será esquecido por todos os portugueses. Portugal conseguiu ser campeão europeu da modalidade, batendo a sua “besta negra” Espanha numa final épica, que fosse realizada por realizador de cinema, não teria tanta emoção e dramatismo como teve. Portugal começou logo a ganhar por 1-0, a Espanha fez a remontada e quando tudo parecia perdido apareceu Bruno Coelho, quase no fim da partida a levar o jogo para tempo extra (recorde-se que Bruno Coelho na primeira parte se lesionou, e parecia que não podia voltar a jogo, mas mesmo não estando a 100% voltou e marcou o golo do empate). No prolongamento Ricardinho lesionou-se, mas novamente Bruno Coelho apareceu e deu o tão desejado triunfo a Portugal. Triunfo 100% português, caso para dizer, o que é nacional é bom! Sim, a nossa seleção não tem jogadores naturalizados, uma raridade no futsal.

Ora começando pelo primeiro jogo, Portugal ganhou por 4-1 à seleção de brasileiros da Roménia, onde a peça chave era Slávio Mendonça. Nota para o golo de levantar o pavilhão de Ricardinho, marcado de letra. Segundo jogo, vitória da nossa seleção por 5-3 face à Ucrânia, o que nos garantiu o primeiro lugar do grupo.

Chegados os quartos de final, enfrentamos os brasileiros do Azerbaijão, e o resultado não poderia ser mais concludente: vencemos por 8-1, numa seleção completamente dominada por brasileiros. Meia-final, enfrentamos os brasileiros da Rússia, uma equipa dominada pelo génio de Robinho e Éder Lima. Vitória difícil por 3-2, mas o objetivo estava cumprido. Portugal estava na final.

A selfie comemorativa Fonte: Seleções Portugal
A selfie comemorativa
Fonte: Seleções Portugal

O final desta história já todos conhecem: fomos Campeões Europeus. Uma seleção, 100% portuguesa, que esteve sempre unida, e provou não ser Ricardinho mais 4 jogadores. Ricardinho é sem dúvida um génio, mas o coletivo foi o essencial para esta vitória portuguesa e isso ficou provado com a rotatividade que o mister Braz teve em todos os jogos, mostrando que confiava em todos os jogadores.

Numa modalidade com brasileiros espalhados por muitas seleções, há que salientar que chegaram à final duas seleções, sem jogadores naturalizados. É natural que equipas como o Azerbaijão e Cazaquistão (que deu muita luta à Espanha na meia-final) sem brasileiros, talvez não chegassem onde chegaram, mas é este o caminho que queremos para o Futsal? Um campeonato da Europa, que mais parece o Brasileirão? Fica a questão para reflexão!

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Foto de Capa: Seleções de Portugal