Cabeçalho modalidades O meu artigo desta semana visa falar sobre os dois árbitros que vão estar presentes na fase de elite da UEFA Futsal Cup, Eduardo Coelho e Miguel Castilho.

Se o nome do primeiro já é um habitué nestas andanças, o nome de Miguel Castilho aparece como uma bela novidade para todos nós. Porque é sinal que a qualidade dos nossos árbitros é reconhecida em termos internacionais, e que por vezes todo o burburinho que surge em torno de uma alegada má decisão da terceira equipa não é justificado. E agora refiro-me a todas as modalidades, pois alguns intervenientes adoram justificar os seus falhanços com eventuais erros dos árbitros. Em algumas situações têm toda a razão, mas é necessário perceber que os homens do apito são seres humanos, como todos nós, e não estão, por isso, isentos de erros.

Com isto quero dizer que, olhando para todo o mundo, os árbitros portugueses são dos que menos erram, e devemos por isso sentir orgulho pela sua nomeação para jogos desta importância a nível europeu. Como se sabe, cada conjunto de árbitros é enviado para um determinado país onde se discute um grupo desta fase da UEFA Futsal Cup, tendo Eduardo Coelho sido nomeado para apitar na Croácia e Miguel Castilho nomeado para estar na Eslovénia.

O árbitro Eduardo Coelho tem um currículo bastante recheado Fonte: FPF
O árbitro Eduardo Coelho tem um currículo bastante recheado
Fonte: FPF

É certo que temos sido muito bem representados pelo árbitro da AF Aveiro que, ao longo destes últimos tempos, tem sido presença assídua em alguns jogos importantes não só a nível nacional como também europeu ou mesmo mundial (de lembrar que Eduardo Coelho já esteve presente na final da Liga dos Campeões de futsal em 2013/2014, também já foi chamado para dois campeonatos do mundo, em 2012 e 2016 e três Europeus- 2012, 2014 e 2016) tem, como se pode comprovar, um currículo bem completo no que concerne aos grandes palcos, e agora tem um compatriota oriundo da AF Lisboa, depois de recentemente termos também Nuno Bogalho da AF Coimbra em algumas competições de relevo.

É certo que não é possível prever se Miguel Castilho irá conseguir sequer aproximar-se do estatuto do aveirense, ou se foi apenas uma chamada sem continuidade, mas é sinal de que a UEFA está atenta aos nossos árbitros e às suas prestações, e que estes prémios atribuídos aos árbitros portugueses é um atestado de que os nossos representantes não são assim tão maus como alguns os pintam…

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Texto revisto por: Carlos Valente
Foto de capa: Futsal Global