Cabeçalho modalidadesO Sporting de Braga/AAUM tem vindo a ganhar cada vez mais notoriedade no futsal português, assumindo-se cada vez mais como o terceiro clube no nosso país. Este ano de 2017, conseguiu aceder à final dos play-offs na primeira divisão e por conseguinte estrear-se na UEFA futsal Cup, algo incrível quando nos referimos a uma equipa semiprofissional.

Olhando para o crescimento brutal que o clube bracarense tem tido nos últimos anos, não só no futebol de salão, obviamente, mas é uma variante na qual os guerreiros do Minho têm evoluído a olhos vistos e sobre qual o meu artigo irá incidir. Mesmo com as limitações e os condicionalismos resultantes de não ser possível dedicar o seu tempo todo a treinar, só mesmo quando se transferem para os grandes de Lisboa ou para o estrangeiro, os jogadores minhotos conseguem esbater essas diferenças e equilibrar os jogos, com alguns brilharetes pelo meio. Para além disso, o clube nortenho tem permitido a muitos jogadores de qualidade a chamado para diferentes escalões das seleções nacionais Realmente é com muita pena que vejo o Braga com este estatuto, pois se assim já dão tantas alegrias ao povo bracarense em particular e ao português no geral, imagino se a equipa de Paulo Tavares fosse completamente profissional. Creio que nessa situação passaríamos a ter três equipas a disputar os títulos nacionais com armas obviamente diferentes mas já num patamar mais aproximado.

Este é o grupo onde calhou o emblema minhoto, com grandes formações pela frente Fonte: SC Braga
Este é o grupo onde calhou o emblema minhoto, com grandes formações pela frente
Fonte: SC Braga

Quem diz o SC Braga também inclui obviamente outras equipas como a Desportiva do Fundão, a CCRD Burinhosa, o MODICUS, os Leões de Porto Salvo ou o Belenenses, entre outros. Claro que estava a destacar o Braga pela sua estreia na Liga dos Campeões de futsal, onde irá defrontar na ronda de Elite o Inter Movistar, o Kairat Almaty e o atual campeão romeno Deva. Um grupo muito complicado tendo em conta o palmarés do Inter, atual campeão europeu em título e do Kairat, que também conquistou esta competição há pouco tempo, em 2015. Os romenos não têm um nome tão sonante como os outros dois, mas é uma equipa totalmente profissional, logo tem outras condições que os arsenalistas não têm.

Isso dentro da quadra até pode não se notar, e nesse caso o mérito vai todo para a equipa técnica e jogadores da equipa portuguesa, mas o certo é que sem a tal profissionalização da equipa, irá sempre ser extremamente complicado sonhar com algo mais do que a presença na ronda de Elite da UFC ou ganhar campeonatos nacionais, ou pelo menos disputar regularmente as finais do play-off do principal escalão.

Foto de Capa: SC Braga

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