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Este encontro, relativo às meias-finais do Euro Sub-19, começou animado, com um claro domínio português perante um adversário mais defensivo, à espreita de um erro para tentar marcar através de transições ofensivas rápidas.

Ao contrário de todos os jogos anteriores, a primeira parte não foi fértil em golos, que só se justificavam na baliza croata, pois o nosso adversário foi praticamente inofensivo no ataque, com exceção dos últimos dois minutos, em que o jogo ‘partiu’ e a seleção balcânica criou algum perigo.

Consequentemente, ao intervalo o marcador estava tal como começou, um 0-0, mas que dava bastante confiança aos portugueses em relação a um eventual apuramento para o jogo decisivo. A Croácia é uma equipa de qualidade, se não nunca tinha chegado a esta fase do campeonato europeu, mas a nossa equipa parecia estar num nível superior, pelo menos a nível individual, daí a minha confiança para a segunda parte. Entrámos melhor na segunda parte, com uma grande ocasião de golo, mas Hugo Neves disparou um pouco por cima.

A Croácia, de vez em quando ameaçava a baliza portuguesa, que contou com um Bernardo Paçó atento, pouco chamado a intervir, mas quando o fazia, era sempre com qualidade.

Curiosamente, aos seis minutos da metade complementar, criámos uma excelente ocasião através de um contra-ataque rápido, que englobou uma triangulação perfeita para a entrada de Rui Moreira, mas o guarda-redes croata fechou bem o ângulo e impediu o tento de Moreira.
Célio apontou o único golo português no tempo regulamentar
Fonte:UEFA

Sensivelmente a meio, e após um remate frouxo de um jogador croata, Bernardo Paçó saiu da baliza, fez uma jogada sensacional e fez uma bela assistência para o golo de Célio Coque, quebrando assim a resistência balcânica. Que arrancada incrível do nosso guardião, exímio entre os postes e muito bom também com os pés.

A estratégia do nosso adversário teria então que mudar, começar por arriscar um pouco mais, o que poderia permitir o aumento da vantagem no marcador.

A três minutos do fim, a Croácia apostou no guarda-redes avançado e tal parecia não estar a dar frutos, até que a apenas dois segundos do fim, Jurlina marcou o golo do empate, um autêntico balde de água gelada nos ânimos dos adeptos portugueses, indo a partida para prolongamento com um empate a uma bola, castigo demasiado duro para os nossos jogadores, que no jogo jogado foram claramente superiores nos 40 minutos regulamentares.
O prolongamento continuou igual ao jogo até ao nosso primeiro golo, nós a dominar e a Croácia ‘encostadinha’ lá atrás. Mais uma vez a muralha croata parecia inquebrável até que antes do intervalo, numa reposição de bola na linha lateral, algo trabalhado nos treinos, Chuva apareceu sozinho na cara de Cismic e conseguir bater o guardião, devolvendo a vantagem para o nosso lado.
A segunda metade do tempo extra poderia ser parecida com os últimos minutos regulamentares, esperávamos nós, mas com um final diferente. A realidade é que não foi. Um cruzamento de Vukelic acabou por devolver a igualdade ao marcador e arrastar a decisão para as grandes penalidades.

Nas penalidades, acabámos por tombar devido ao falhanço, provavelmente, do jogador que menos merecia esse castigo.

Hugo Neves foi um dos melhores jogadores portugueses ao longo do torneio, excelente jogador que vai ter uma carreira brilhante, não só ao nível de clubes como na seleção principal, tenho a certeza. Infelizmente, ficamos por aqui, mas deu para ver que esta geração de jogadores é brilhante e vai certamente encher-nos de orgulho e alegrias num futuro bastante próximo.

 

CINCOS INICIAIS:

Portugal: 1 -Bernardo Paçó, 6-Célio Coque, 7-Hugo Neves, 8-Tomás Paçó, 11-Sévio

Croácia: 1-Cizmic, 4-Sucic,10-Jurlina, 13-Mudronja, 14-Muzar

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