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Neste domingo pudemos assistir ao confronto mais aguardado desta ronda principal de apuramento para o Mundial 2020 do Grupo 8: o encontro decisivo entre Portugal e República Checa. O jogo decidia o primeiro e segundo classificados, uma vez que ambas as formações já tinham bilhete garantido para a ronda de Elite.

Convém também acrescentar que este jogo apresentava um nível de dificuldade totalmente diferente quando comparado com os encontros anteriores, pela maior valia de República Checa em comparação com a Letónia e Alemanha.

Os primeiros minutos, como habitual em encontros deste tipo, foram de estudo mútuo entre as duas seleções e sem grandes ocasiões de perigo a registar. Mesmo assim, já se notava a vontade e o controlo efetivo da nossa seleção dos destinos da partida.

O corolário dessa situação ocorreu com o tento inaugural. A cerca de oito minutos para o intervalo, houve golo de Bruno Coelho após assistência de Ricardinho, num roubo oportuno de bola na linha lateral e, consequente, “passe de morte” para o capitão do SL Benfica.

Poucos minutos volvidos, a seleção checa haveria de empatar o jogo (1-1), por intermédio de Seidler, marcando assim o primeiro golo a Portugal em toda a ronda principal.

Ainda antes do intervalo, Portugal voltaria a marcar, através de Ricardinho, num lance muito infeliz do guardião checo, que deixou escapar uma bola aparentemente inofensiva e largou-a para a frente, onde estava o nosso símbolo, que não enjeitou tamanha oferta.

De referir que na sequência deste lance o guarda-redes checo acabaria por sair aparentemente lesionado, mas conseguiu manter-se em jogo até ao final. Com estes três tentos, chegou o intervalo com um número elevado de faltas, cinco portuguesas contra quatro checas.

A segunda parte estava a seguir uma toada bastante monótona sem grandes motivos de interesse e com os dois conjuntos um pouco na expetativa, dado que um golo, seja qual fosse a equipa que o conseguisse, ia obrigar a outra a arriscar mais para garantir o primeiro lugar.

Felizmente para Portugal, Pany Varela estava no sítio certo para finalizar uma bela triangulação entre Ricardinho, João Matos e Varela, já a poucos minutos do fim. Boa finalização do jogador do Sporting CP a dobrar a vantagem portuguesa no encontro.

Pany Varela aproveitou uma brilhante jogada coletiva para marcar o terceiro golo português
Fonte: FPF

Mesmo a terminar o jogo, e já com a República Checa a arriscar tudo com o guardião avançado, Portugal ainda iria marcar mais um tento, da autoria de Ricardinho. Provavelmente numa das finalizações mais fáceis da sua carreira, a corresponder a um passe de Bruno Coelho a apenas quatro segundos do final.

4-1 foi o resultado final favorável a Portugal, num triunfo inteiramente justo mas com um nível de dificuldade semelhante àquele que se vai ter pela frente na ronda seguinte, para onde as duas equipas têm bilhete assegurado e cujo sorteio se realiza no próximo mês de novembro.

CINCOS INICIAIS:

Portugal – André Sousa (GR), Fábio Cecílio, João Matos, Ricardinho e Bruno Coelho

República Checa – Gercak (GR), Resetar, Seidler, Holy e Vnuk

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