Cabeçalho modalidades

Portugal teve uma entrada excelente em campo, entrando muito pressionante e autenticamente a sufocar a equipa da Roménia. Esta foi obrigada a baixar o bloco, em parte por própria vontade do selecionador romeno, mas sobretudo por mérito nosso. A boa entrada valeu um golo aos 4 minutos, num bom cabeceamento de Pedro Cary a corresponder a um passe açucarado de Ricardinho. Depois desta fase de maior brilhantismo, onde, para além do golo, tivemos um conjunto de boas oportunidades para poder ampliar o marcador, entrámos numa fase mais morna da partida, período onde a Roménia mostrou as “garras” e criou algum perigo junto da baliza de Bebé.

Este período mais sôfrego durou até à entrada em campo do pivot Tunha, presente neste Europeu devido à lesão de Cardinal, mas que provou na quadra o porquê de estar neste campeonato europeu. Tunha entrou muito bem e criou perigo em várias alturas. Para coroar esta boa fase, marcámos o segundo devido ao golaço de Fábio Cecílio após assistência do melhor do mundo. Foi uma belíssima execução técnica, um remate sem deixar cair a bola no chão que nos transportou para o intervalo com uma vantagem de dois golos sem resposta.

Anúncio Publicitário

A segunda parte não foi tão bem jogada como a primeira. A nossa seleção a apostar em conservar a vantagem sem forçar muito o andamento, só que uma vantagem de dois golos no futsal não é nada, e a equipa do leste europeu começou a acreditar que era possível levar algo de positivo deste encontro.

A entrada de Tunha foi determinante, pois foi nesta fase que Portugal mais cresceu no jogo Fonte: FPF
A entrada de Tunha foi determinante, pois foi nesta fase que Portugal mais cresceu no jogo
Fonte: FPF

A sete minutos do fim, e a jogar com o guarda-redes avançado, a Roménia marcou um golo que relançou as contas da partida, através de Stoica que estava a jogar como guardião avançado. Os comandados de Jorge Braz não acusaram este tento do adversário, só que esta partida precisava da intervenção de um génio. E ele felizmente deu sinal ao fazer um golo sublime, uma autêntica obra de arte do mestre Ricardinho, mais concretamente um remate de letra que trocou as voltas ao guarda-redes romeno.

Pouco depois, Bruno Coelho fechou as contas da partida ao marcar o 4-1, num rápido contra-ataque após perda de bola dos jogadores da Roménia. Mais uma vez, assistido por Ricardinho. Com esta vitória, que parece bem mais tranquila do que o que realmente foi, o apuramento para a fase seguinte está muito bem encaminhado, faltando o jogo contra a Ucrânia para definir quem fica na liderança. Esse jogo que disputa-se no próximo domingo.

Para já, Roménia e Ucrânia encontram-se na sexta-feira para mais um compromisso do grupo C, estando os romenos obrigados a pontuar para ainda poderem acalentar esperanças de seguir em frente.