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Portugal entrou disposto a assumir as despesas do encontro, perante uma Rússia que entrava um pouco mais na expetativa e a deixar jogar os nossos jogadores, sem pressionar demasiado. As primeiras ocasiões pertenceram-nos, mas sem grande perigo para a baliza russa.

Um pouco contra a corrente do jogo, e na primeira oportunidade da equipa do leste europeu, surge o primeiro golo, numa finalização oportuna de Titkov, após uma jogada fantástica de contra-ataque, tal como vem nos livros.

O domínio do encontro pertencia a Portugal, com mais remates e posse de bola, mas essa era a estratégia do selecionador russo, jogar na defensiva e espreitar transições ofensivas rápidas, tal como sucedeu no primeiro golo.

Continuávamos a jogar em ataque continuado, com um pivot mais fixo na frente, Hugo Neves, que estava a ser claramente o melhor elemento português em campo, a fazer movimentos ofensivos de grande qualidade e a procurar situações de finalização iminente, sempre com boas intervenções do guardião adversário, Yarullin.

Mas a pressão alta portuguesa acabou por dar os seus frutos, com a obtenção da quinta falta, praticamente a sete minutos do fim da primeira parte. Na sequência desse livre, e com uma jogada estudada, que começou com uma simulação de Sévio, deixando a bola com Tomás Paçó, que assistiu novamente Sévio para uma finalização certeira à boca da baliza, abrindo finalmente o “cofre” russo.

Ainda com a oportunidade de explorar as cinco faltas dos russos, Portugal provocar uma eventual sexta falta que levasse a um livre direto de dez metros. Mas até ao intervalo nada mudou e o resultado levou uma igualdade para os 20 minutos finais com um empate a ma bola.

Resumindo esta primeira metade em poucas palavras, mais caudal de jogo para os portugueses, mas a Rússia sempre a espreitar o contra-ataque e a levar perigo à baliza de Bernardo Paçó, que não teve muito trabalho no entanto.

Hugo Neves foi um dos elementos em destaque do lado português, com excelentes movimentos ofensivos
Fonte: UEFA

A segunda metade continuou com uma toada em tudo semelhante à metade inicial. Domínio consentido de Portugal e a Rússia a espreitar a oportunidade de poder contra-atacar sempre que essa oportunidade surgisse, até porque os russos teriam que ganhar para não depender do resultado da Polónia contra a Letónia, disputado umas horas mais tarde.

Um pouco à imagem do que sucedeu contra a Polónia a segunda parte foi bem menos empolgante que a primeira, apesar do ritmo e intensidade do jogo se manter. Mas faltavam os golos, num resultado que interessava a Portugal, mas não à Rússia, daí a aposta russa no guarda-redes avançado nos dois minutos finais.

Esta situação quase dava o tão procurado segundo golo aos russos, com uma bola ao poste, mas foi Portugal a conseguir desempatar o jogo, com um golo da baliza a baliza de Tomás Paçó. Com a vantagem do nosso lado, foi só aumentar a vantagem no minuto final.
Mais dois golos para fechar o marcador, por intermédio de Sévio e Tomás Reis, cifrando o marcador final num 4-1 favorável a Portugal, carimbando assim a presença nas meias-finais em primeiro lugar com um pleno de nove pontos em três encontros.

Um resultado claramente enganador, mas que deriva do risco total do nosso rival, e de um desnorte total a partir do nosso segundo golo.

CINCOS INICAIS

Portugal – Bernardo Paçó (GR), Célio, Neves, Tomás Paçó e Sévio

Rússia – Yarullin (GR), Okulov, Samusenko, Titkov e Belousov

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