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Sabendo de antemão que a República Checa tinha ganho à Letónia e feito os seis pontos, Portugal sabia que bastava ganhar à congénere da Alemanha para se apurar para a fase seguinte. Para passar para a liderança do agrupamento, Portugal tinha que ganhar por seis golos de diferença e assim precisava apenas de um empate no derradeiro jogo para garantir a liderança deste grupo 8.

O encontro começou tal como se esperava, com a nossa seleção a ter muito mais volume de jogo e oportunidades de abrir o marcador. A estratégia alemã passava por retardar o golo inicial dos portugueses. Os alemães apostavam em possíveis contra-ataques originados por uma eventual desatenção defensiva portuguesa provocada pela ansiedade de a bola não entrar na baliza adversária.

E a verdade é que a estratégia germânica estava a resultar, com o nulo a manter-se até bem perto do intervalo, pelo menos a parte defensiva. Só que uma jogada muito bem construída por Portugal permitiu a Fábio Cecílio um remate de longa distância, com a bola a entrar no canto superior da baliza defendida por Phillip Pless. O ala que representa o SL Benfica foi bem assistido por Ricardinho a menos de cinco minutos do intervalo, e abria assim o marcador em Viseu.

Ainda antes do descanso, mais um golo português a registar, da autoria de Pedro Cary, após passe do seu antigo colega de equipa, João Matos. Os primeiros 20 minutos terminavam assim com uma vantagem de 2-0 da nossa seleção, num encontro muito fechado, apenas desbloqueado com o golo de Fábio Cecílio.

Pedro Cary marcou o segundo golo da seleção nacional antes de o jogo ir para intervalo
Fonte: FPF

A segunda parte começou com uma tática semelhante à do início. Portugal a assumir as despesas do jogo com uma novidade: o elevado número de faltas dos alemães. Os germânicos tiveram um total de quatro nos primeiros quatro minutos e meio, algo que podia ser explorado para ganhar livres diretos de dez metros, atingidos a partir da sexta falta do adversário. Pelo meio, Fernando Cardinal fez o terceiro golo, numa finalização de qualidade, num lance onde o guardião germânico parece ser mal batido.

Os minutos que se seguiram foram bastante monótonos, com o tempo a passar e sem grandes oportunidades junto da baliza da Alemanha e da nossa, já que a formação alemã era inexistente em termos ofensivos. A apatia na partida foi apenas interrompida pelo grande golo de Cardinal: uma finalização felina do pivot português, após um passe brilhante de Ricardinho.

O jogador do Sporting CP foi aliás o único marcador nesta segunda parte. O número sete ainda marcou mais um fruto da sociedade Ricardinho/Cardinal, na mesma sequência da jogada anterior, permitindo assim o hat-trick do pivot do último minuto do encontro. O quinto golo de Portugal foi curto para garantir o primeiro lugar.

Perante um rival muito “fechadinho” lá atrás e praticamente inofensivo no ataque, Portugal realizou uma exibição boa mas não brilhante. Resultado final, em Viseu, foi 5-0 favorável à seleção portuguesa, que garante assim a passagem à Ronda de Elite.

CINCOS INICIAIS:

Portugal – Vítor Hugo (GR), Fábio Cecílio, João Matos, Ricardinho e Bruno Coelho

Alemanha – Pless (GR), Wittig, Schnitzerling, Hoffmann e Heinze

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