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Depois de uma prestação francamente desapontante no campeonato da Europa de futsal em Belgrado, o sorteio para o play-off de acesso ao Campeonato do Mundo da Colômbia ditou um reencontro com a equipa Sérvia nesta eliminatória, a disputar dia 22 de Março em solo sérvio e a 2.ª e decisiva partida a ser jogada no dia 12 de Abril em Portugal. Vai ser um encontro de extrema dificuldade para os lusitanos, especialmente na Arena de Belgrado, pois ainda estão bem presentes nas nossas memórias as dificuldades impostas no jogo referente à fase de grupos, na qual os sérvios lograram vencer por 3-1.

É sabido que o ambiente fervoroso vindo das bancadas ajuda bastante, mas no caso da derrota portuguesa no Euro 2016 perante a equipa balcânica tal também se deveu a alguma sobranceria na hora de abordar o jogo por parte do selecionador Jorge Braz. Ele pensou que os rasgos individuais de Ricardinho seriam suficientes para garantir a vitória, cometendo aqui um erro capital que ditou o 2.º lugar no agrupamento e por conseguinte o encontro com a equipa espanhola nos quartos-de-final.

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Face ao argumento que apresentei aqui em cima, a estratégia para a eliminatória terá obrigatoriamente de ser diferente, apesar de todos conhecermos o enorme diferencial de qualidade entre o melhor do mundo e os outros elementos. Nos próximos dois jogos já contaremos com Cardinal, pois ele no Euro esteve suspenso até ao jogo com a Espanha, e esperemos que esteja na plenitude das suas capacidades, pois é mesmo necessário que esteja se queremos levar de vencido este obstáculo final no caminho para o Mundial, a disputar nos meses de Setembro e Outubro deste ano.

Cardinal terá de mostrar toda a sua influência na manobra ofensiva da seleção
Cardinal terá de mostrar toda a sua influência na manobra ofensiva da seleção
Fonte: UEFA

Basicamente, aquilo que eu quero dizer é que o jogo em equipa e a valorização do coletivo em vez do individual são peças-chave para alcançar o sucesso, sendo importante também de vez em quando deixar o mágico soltar o seu génio, mas não tão frequentemente como aquilo que vimos no Europeu. Uma seleção do nível da de Portugal não pode ficar dependente de apenas um só jogador; caso ele não esteja numa tarde/noite inspirada tem de haver um plano B, e foi claramente aquilo que falhou na equipa das quinas, tendo de mudar para o duplo encontro com a Sérvia, sob pena de sofrermos um enorme dissabor. A chave desta eliminatória reside em fazer um bom resultado em Belgrado, e temos equipa mais que suficiente para contornar este adversário, desde que o treinador mude a forma de abordar este play-off.

Foto de Capa: UEFA