Esta semana, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu as reformulações a implementar no Futsal em Portugal, com o aumento do número de participantes no principal escalão na próxima época 2020/21 a ser a grande nota de destaque. Na próxima temporada, há um aumento para 16 clubes, valor que será progressivamente reduzido até 2022/23, ano em que o número irá estabilizar nas 12 formações.

Olhando para o atual formato da Primeira Divisão, que conta com 14 intervenientes, o plano no curto prazo passa por alargar o principal escalão, de forma a minimizar os efeitos económicos que advêm da COVID-19. Mas a médio/longo prazo existe o objetivo claro de reduzir os participantes, numa medida clássica de aumento da competitividade do campeonato.

Assim sendo, na próxima temporada, juntar-se-ão aos 14 elementos que estavam a discutir esta época, que teve que ser interrompida e, posteriormente, cancelada, duas equipas de entre as 12 apuradas para a segunda fase da Segunda Divisão. A data para esta disputa ainda será comunicada, pois está dependente da evolução da situação epidemiológica no nosso país.

Mas a reformulação das competições não se fica só pela escalão mais elevado. A FPF pretende, à semelhança do que está pensado no Futebol de 11, criar uma terceira divisão, algo que vai, necessariamente, provocar diversas alterações no modelo competitivo. Este escalão irá contar com 88 clubes em 2020/21, reduzindo em 2021/22, ano de criação da terceira divisão. A estabilização e alteração definitiva ocorrerá em 2022/23.

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Esta decisão parece-me importante, pois a mudança para 16 é inevitável e necessária, e uma redução a longo prazo parece-me ser uma boa solução para aumentar a competitividade no campeonato. Numa altura em que o Futsal está a crescer exponencialmente, acredito que seja uma medida sensata e acertada.

Isto sucedeu-se numa semana em que também ficámos a conhecer a união entre as principais modalidades de pavilhão, com vista a uma decisão conjunta sobre o reatar das competições. Assim, as modalidades (Andebol, Basquetebol, Voleibol e Hóquei em Patins, para além do Futsal) pretendem saber qual a solução que as altas instâncias que tutelam o desporto têm para si. Deste modo, a inclusão da FPF com o Futsal é uma adição de peso e que pode acelerar a resposta, sendo de salutar a união entre as federações neste caso.

Foto de Capa: Sporting CP – Modalidades

Artigo revisto por Mariana Plácido 

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