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Depois do enorme impacto que a derrota de sexta-feira teve na confiança dos jogadores do SL Benfica, era algo previsível que a exibição de hoje, perante uma forte equipa do Pescara, fosse substancialmente menos conseguida. Apesar de uma entrada mais forte do conjunto encarnado, o certo é que, logo de seguida, foi a equipa italiana a tomar conta das operações e a criar mais perigo, justificando por completo o único golo da primeira metade, quando faltavam já poucos segundos para o intervalo. Foi mais uma grande desatenção da defensiva das águias, que falharam mais uma vez de forma grosseira na marcação aos jogadores italianos, deixando o italo-brasileiro Mauro Canal completamente solto na área para encostar para o fundo das redes. A segunda metade começou como acabou a primeira: precisamente com mais um golo italiano para alargar a vantagem no marcador, desta feita por intermédio de Cristian Borruto, após um rápido contra-ataque.

Em termos exibicionais, foi uma performance muito sofrível do Benfica, que teve uma boa entrada em campo mas sem sequência no resto do encontro. Bem, não é exatamente assim, pois nos últimos minutos as águias pareceram, enfim, acordar do marasmo em que se encontravam, sobretudo devido ao golo do português Ré.

 

Ré, o autor do golo que deu a volta ao jogo Fonte: Uefa
Ré, o autor do golo que deu a volta ao jogo
Fonte: UEFA

A partir daí, o jogo foi inteiramente dominado pelo Benfica, que criou mais uma mão-cheia de boas situações para poder empatar o jogo. Isto só viria a suceder perto do fim do encontro, numa clara demonstração de como jogar e saber finalizar em cinco para quatro, uma jogada superiormente finalizada por Bruno Coelho. Até ao fim, foi apenas gerir e esperar pelo fim dos 40 minutos, para então seguirmos para o desempate pela marca de grandes penalidades. Aí, o Benfica provou claramente ser mais forte do que o coletivo transalpino, vencendo por dois golos sem resposta e acabando assim a sua prestação em Guadalajara com a medalha de bronze.

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Pelo que o jogo nos proporcionou, e em termos do jogo jogado, talvez não seja inteiramente justo o desfecho. Os encarnados só se empenharam a fundo quando viram a sua tarefa bastante mais complicada, com um défice de 2-0 no marcador. Só com uma oferta da defesa do Pescara, que isolou Ré no lance do primeiro golo do Benfica, é que a equipa de Joel Rocha se soltou das fortes amarras que pareciam prender os seus movimentos. No entanto, como no jogo da meia-final contra o Ugra Yugorzk, numa partida decidida por penáltis não me parece muito correto falar de justiça no marcador, logo só me resta dar os parabéns ao Sport Lisboa e Benfica pela sua prestação e pela medalha conquistada, que, embora não fosse o ambicionado no início da competição, era o possível face à derrota de sexta-feira.

Foto de capa: UEFA Futsal Cup