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Pedro Costa voltou a pegar nas botas que estavam penduradas desde 2016 e vai voltar às quadras. Aos 40 anos, o jogador vai envergar a camisola do Sport Clube União Torreense para surpresa de muitos amantes do Futsal – incluindo eu. Mas uma surpresa que classifico como muito positiva para a modalidade e para o clube.

Estamos a falar de um jogador que tem história no futsal português e também a nível internacional, especialmente na Ásia, onde ficou também conhecido pelos seus talentos como treinador.

Pelo nosso país passou por cinco clubes (UPVN, Del Negro, AR Freixieiro, Sporting CP e SL Benfica) e venceu tudo o que havia a nível nacional e continental. Foram sete campeonatos, quatro Taças de Portugal, quatro Supertaça e uma UEFA Futsal Cup, o título mais importante conquistado, em 2010, com o SL Benfica.

Pedro Costa foi o capitão do SL Benfica na conquista mais importante para o clube “encarnado” e também da sua carreira
Fonte: UEFA

No estrangeiro, enquanto jogador ao serviço do Nagoya Oceans, do Japão, também foram diversos os títulos ganhos pelo português. De destacar as duas Champions Asiáticas e também cinco campeonatos. Em suma, um longo palmarés a nível de clubes e muita experiência para Pedro Costa. Sem falar que foi treinador do Nagoya Oceans e também aí conquistou “alguns” títulos – sete no total.

Agora falando muito pessoalmente. Quando comecei a acompanhar Futsal regularmente, Pedro Costa estava no auge da sua carreira enquanto jogador. Vi-o a vencer muito títulos pelo SL Benfica, clube que representava na altura. Não dava um lance como perdido e sabíamos que era um atleta que em campo daria tudo de si à partida.

Marcou-me imenso e dificilmente vou esquecer que fez parte da equipa que conquistou o primeiro troféu europeu de clubes para o Futsal português. Por isso, é normal que esteja tão animado, e ansioso, para que este retorno às quadras seja finalmente concretizado.

No Nagoya Oceans, o português foi jogador e treinou o clube ambos com muito sucesso
Fonte: Nagoya Oceans

Quando todos pensávamos que este regresso era quase impossível… parece que nada é impossível, porque Pedro Costa vai mesmo jogar. Quem sabe não seja um “dois em um” com a possibilidade de tirar o curso que o possibilite treinar em Portugal e na Europa. Era juntar o útil ao agradável, onde jogaria e estaria a pensar no seu futuro como treinador.

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