Depois da vitória da nossa seleção no europeu de futsal, não se poderia pedir melhor regresso da Liga, com o dérbi dos dérbis no futsal nacional. Seis pontos separavam as equipas no início deste jogo, estando o Sporting invencível com 17 vitórias conquistadas em 17 jogos. Já o Benfica tinha menos seis pontos, resultantes das duas derrotas que teve anteriormente. Um jogo que já começou envolto em polémica, por o Sporting a meio da semana ter recusado o convite do Benfica, para também homenagear os jogadores do Sporting campeões europeus por Portugal, a par do que fez com os seus atletas.

Num jogo com oito campeões europeus em campo, quatro de cada lado, foi precisamente um deles que fez mexer o placar pela primeira vez. Fábio Cecílio abriu o marcador num golo de levantar o pavilhão. O jogador encarnado, a 7:45 do final da primeira parte, pegou na bola na ala esquerda, faz um túnel a Dieguinho e perante a saída de André Sousa colocou a bola rasteira em jeito para o fundo da baliza.

Numa primeira parte em que o Benfica esteve melhor, os encarnados ainda dilataram a vantagem a cinco minutos do fim da primeira parte por intermédio de Fernandinho. Num golo de “livro” para a modalidade, pois com três toques a bola chegou ao fim das redes defendidas por André Sousa. Jogada começa em Tiago Brito, que toca para André Coelho, que mete de primeira para Fernandinho, que também de primeira fez o 2-0 para o Benfica.

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Quando este parecia ser o resultado com que se chegaria ao intervalo, o brasileiro Dieguinho, do Sporting, a 1:30 para o final da primeira parte recebe a bola de costas, vira-se e remata de prmeira para o fundo da baliza de Cristiano, deixando de novo o resultado em aberto. 2-1 para o Benfica ao intervalo, um resultado que se ajustou perfeitamente ao que se verificou dentro da quadra.

Na segunda parte, tudo foi diferente e o Sporting esteve por cima a maior parte do tempo, tentando chegar ao golo da igualdade. Quando já se começava a prever que o técnico dos leões teria de recorrer ao 5-4, os leões chegaram ao empate a 3:20 para o fim da partida, num golo de Pany Varela que se antecipa a Tiago Brito e rematou para o fundo das redes encarnadas. Estava refeita a igualdade!

Fonte: Carlos Silva Photography

O Benfica tentou no tempo restante chegar à vitória e oportunidades não faltaram. A dois minutos do fim, João Matos agrediu o seu colega de seleção, Tiago Brito, dentro da área, num lance de bola parada, foi expulso e viu a ser assinalado um penalti contra a sua equipa. Take 1: Raúl Campos marca o penalti e permite a defesa de André Sousa, contudo a dupla de arbitragem mandou repetir o penalti pois o guarda-redes dos leões avançou da baliza antes do jogador encarnado ter rematado, uma decisão muito rigorosa da equipa de arbitragem que causou muita polémica junto dos leões. Contudo, Deus escreveu direito por linhas tortas, e no take 2, Raúl Campos, voltou a falhar, num remate poderoso que embateu na barra da baliza dos leões. Na parte final, foi um “massacre” por parte do Benfica que com mais um jogador em campo tentou de tudo para chegar ao golo, ainda enviando outra bola à barra e mesmo no último lance o Benfica quase marcou por Deives de calcanhar.

Resultado final: 2-2. Um resultado que se ajusta face ao que se passou no encontro onde na primeira parte o Benfica foi melhor, e na segunda o Sporting foi superior. Este resultado mantém o Sporting invencível e na mesma com 6 ponto de avanço para as águias, e caso não aconteça nenhum desastre, o Sporting deverá manter esta posição até ao final da fase regular da competição.