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Em campo, na segunda jornada do nosso campeonato de futsal, entravam duas equipas com ânimos bem diferentes. De um lado, o SC Braga, motivado pela vitória na jornada inaugural e a tentar igualar o MODICUS e o Sporting CP no topo da tabela. Do outro, o SL Benfica ferido no orgulho, por ainda não ter conseguido triunfar nos dois jogos oficiais desta nova temporada (derrota na supertaça com o grande rival Sporting e empate na primeira jornada da Liga, com o Elétrico FC).

Como seria expetável, coube ao Benfica assumir as despesas do encontro, com os guerreiros do Minho sempre à espreita de uma eventual transição rápida, fruto de um erro das águias. Os minutos iniciais foram decorrendo sem golos, mas com espetáculo junto das duas balizas, embora sem nenhum lance de grande perigo. Até que, sensivelmente a meio da metade inicial, o golo surgiu mesmo, através do brasileiro Fits, numa jogada de insistência que começou com um remate exterior de Miguel Ângelo, defendida para a frente por Vítor Hugo, sobrando esta para Fits que tentou marcar de calcanhar, mas o guarda-redes português dos arsenalistas voltou a suster o remate e a bola voltou a sobrar para o pivot brasileiro, que desta vez marcou mesmo.

Antes do intervalo, destaque também para um remate ao poste de Fernandinho e um remate perigoso de Cássio, jogador bracarense que obrigou Diego Roncaglio a aplicar-se e a ir ao chão defender a bola com a perna . Pese embora eu ter destacado um lance para cada formação, foi o Benfica que, jogando em casa, teve mais caudal ofensivo e criou mais situações junto da baliza defendida por Vítor Hugo, como já tinha escrito anteriormente. Uma palavra para o Braga, que embora tivesse o bloco um pouco mais baixo que o habitual, nunca abdicou de procurar a baliza de Diego Roncaglio, mesmo quando o placard assinalava uma igualdade a zero.

O marcador ao intervalo registava um 1-0 favorável à equipa da casa, Na segunda parte, com cerca de cinco minutos, Rafael Hemni optou por uma jogada individual e saiu-se bem e apontou o segundo golo, num lance com algumas culpas de Vítor Hugo, aparentemente mal batido, ao deixar passar a bola por entre as suas pernas. Esta vantagem de dois golos obrigava o Sporting de Braga a procurar um golo que relançasse a partida e a incerteza no marcador.

Outra questão importante, que poderia fazer toda a diferença no marcador final, é que o Benfica bem cedo acumulou quatro faltas, algo que poderia originar livres diretos ao seu adversário, algo aparentemente decisivo num jogo equilibrado (a partir da sexta falta, todas dão origem a livres diretos de dez metros sem barreira). A oito minutos do final, Tiago Correia surge isolado na cara de Roncaglio e num lance um pouco fortuito acaba por introduzir a bola na baliza do Benfica, abrindo completamente a discussão.

Grande jogo em Lisboa, com incerteza até ao último segundo.
Fonte: SCB/AAUM futsal

Só que Vítor Hugo toca a bola com a mão alegadamente fora da área, infração prontamente assinalada pelo árbitro. Cartão amarelo para o guardião e um livre à entrada da área, muito perigoso. Desta bola parada saiu uma jogada estudada, que culminou com um bom golo de Fernandinho.

A três minutos e meio, surgiu a quinta falta para o Benfica e o fantasma do livre direto voltava a pairar sobre a cabeça dos benfiquistas. A dois minutos, e já com o guarda-redes avançado, o Braga volta a reduzir, através de um golo de Coelho e teve uma grande oportunidade para marcar, mas desta vez Roncaglio defendeu uma bola difícil, redimindo-sedo falhanço no segundo golo minhoto.

O resultado final assinalava 3-2 favorável ao Benfica, num jogo muito difícil e muito bem jogado de parte a parte, num resultado justo pois os benfiquistas foram mais equipa nos 40 minutos, mas que foi muito sofrido no final.

Foto De Capa: SLB modalidades

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