A época da equipa de futsal masculina do SL Benfica foi mais uma desilusão somada às várias desta época, com a equipa a não conquistar qualquer troféu e a demonstrar uma clara inferioridade em relação ao rival lisboeta, naquela que foi uma das finais mais desequilibradas entre as duas equipas.

Poucos dias após o término da temporada, o clube anunciou a saída do treinador Joel Rocha. Após sete anos no comando técnico dos encarnados, nos quais conquistou um total de nove troféus, o técnico natural da Covilhã terminou a sua ligação com as águias.

Joel Rocha não era um técnico consensual entre os adeptos. Havia quem achasse que já estava há tempo a mais no SL Benfica para aquilo que mostrou, como também havia quem achasse que a sua escassez de troféus se devesse, em grande parte, ao facto de defrontar os melhores plantéis do Sporting CP da história da modalidade, sendo que, na maioria dos anos, os homens da Luz não tinham um plantel à altura.

No entanto, independentemente da opinião e do gosto de cada um, creio que a reta final desta temporada fez transparecer a ideia de que o ciclo de Joel estava esgotado e de que era necessário dar um novo rumo ao futsal encarnado.

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O ciclo de Joel Rocha no SL Benfica chegou ao fim
O ciclo de Joel Rocha no SL Benfica chegou ao fim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Após o anúncio da sua saída, foram vários os nomes apontados para a sucessão. E, apesar de ainda não haver uma anúncio oficial, tudo indica que o substituto de Joel Rocha seja o espanhol José Maria Mendez, mais conhecido no mundo do futsal por Pulpis.

Pulpis é um treinador que passou por vários clubes do seu país, tendo pelo meio uma passagem pelo futsal croata. Começou a revelar-se ao serviço do Lobelle Santiago Futsal, clube pelo qual conquistaria a Taça das Taças em 2006/2007, derrotando o SL Benfica na final. Desde 2008, a carreira de Pulpis estaria dividida por três países – Vietname, Uzbequistão e Tailândia –, sendo atualmente o selecionador tailandês, cargo que desempenha desde 2017.

Pulpis é um treinador com uma ideia de jogo inspirada na escola espanhola, que gosta de futsal ofensivo, podendo, assim, apresentar um estilo de jogo mais positivo e atrativo. O grande senão que há sobre ele, e sobre aquilo que poderá dar ao SL Benfica, prende-se ao facto de estar há mais de dez anos sem treinar ao mais alto nível, o que levanta dúvidas sobre o facto de as suas ideias serem ajustadas à realidade do futsal atual.

Outra grande dúvida que se coloca é sobre qual será a influência que ele tem na construção do plantel. O SL Benfica já anunciou a saída dos internacionais portugueses Tiago Brito e Fábio Cecílio, assim como a contratação dos jovens Carlos Monteiro e Lúcio Rocha. A imprensa também já apontou os nomes de Bruno Cintra, Rômulo e Dieguinho, havendo ainda indefinições no plantel quanto às posições de guarda-redes e de pivô.

Um novo ciclo irá ter início no futsal encarnado, mas ainda existem pontos de interrogação quanto ao que será esta equipa e, sobretudo, se esta será capaz de se superiorizar em relação ao atual campeão nacional e europeu, encaminhando o SL Benfica para um período mais vitorioso.

Artigo revisto por Andreia Custódio

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