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Só a magia de Ricardinho não chega

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Agora é oficial: Portugal está fora do Euro’2016, com uma derrota por 6-2 frente à hexacampeã europeia e bicampeã mundial Espanha. Apesar de o parcial indiciar que foi um jogo de sentido único, este, face ao jogo a que tive a oportunidade de assistir, é claramente enganoso e não espelha, de todo, as enormes dificuldades sentidas pela turma espanhola, que a obrigaram a trocar a bola na sua defesa, sobretudo na segunda metade, com o intuito único de queimar tempo, algo que levou os adeptos sérvios a cantar bem alto o nome de Portugal e a assobiar este estilo de jogo que Nuestros Hermanos adotaram. A história do jogo divide-se claramente em duas, referentes a cada uma das partes de 20 minutos.

Na primeira parte, o jogo começou com um ascendente claro da Espanha, perante um Portugal algo adormecido, onde não se notou a presença decisiva de Fernando Cardinal, regressado após estar suspenso nos jogos referentes à fase de grupos. Ao intervalo, o resultado de 3-0 encaixava que nem uma luva face à enorme supremacia espanhola e à incapacidade portuguesa de reagir ao sucedido.

Paco Sedano, junto dos seus colegas, a celebrar a vitória Fonte: UEFA Futsal
Paco Sedano, junto dos seus colegas, a celebrar a vitória
Fonte: UEFA Futsal

Na necessidade urgente de inverter o rumo dos acontecimentos, para tentar ainda discutir o jogo, o parcial final iniciou-se da melhor maneira, com um golo de Ricardinho aos dois minutos, anulado quase de imediato numa jogada em que a cobertura do poste por parte do guarda-redes Bebé não foi a melhor, vendo o jogador espanhol marcar de ângulo quase impossível. Pouco depois, eis que surge o momento alto do jogo: o comandante Ricardinho marca um golo de outro mundo, um remate indefensável após uma maldade ao defesa contrário, um “cabrito” que deixou o adversário completamente destroçado. Posto este lance, e galvanizados pela maravilha que acabavam de presenciar, os portugueses ainda apostaram no 5×4 e criaram assim variadíssimas situações de golo iminente, mas sempre travadas pelo guarda-redes Paco Sedano, a grande figura do encontro na minha perspetiva. Como jogar com o guarda-redes avançado envolve sempre o risco total, desguarnecendo por completo a baliza, a vantagem da Espanha avolumou-se naturalmente até aos 6-2 finais.

Em suma, Portugal mostrou a espaços ter equipa para ombrear com a congénere espanhola, mas cometeu erros graves que neste nível se pagam bastante caro. Uma equipa deste nível não deve estar refém da magia de Ricardinho, pois é demasiado evidente quando ele não está em campo, não querendo com isto deitar abaixo qualquer outro elemento da equipa das quinas; e, apesar de o mágico livrar a seleção de apuros em muitas ocasiões, contra equipas desta craveira é manifestamente insuficiente.

Foto de Capa: UEFA

Componente 5 – 1 (1)

Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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