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Sporting 3-3 SL Benfica (2-0 G.P.): E à negra foi o tri!

Redação BnR · 9 min

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Quinto e último jogo da final do campeonato de futsal português e o Sporting Clube de Portugal recebeu no Pavilhão João Rocha o Sport Lisboa e Benfica. Depois de quatro dérbis, dois no Pavilhão da Luz e dois em Alvalade, a final do campeonato teria de ficar decidida na negra. A turma do Benfica é comandada por Joel Rocha enquanto o coletivo leonino é comandado por Nuno Dias, que está de castigo e viu o jogo da bancada, dando o lugar a Paulo Luís.

Este jogo ficou também marcado pela despedida do ala Diogo que disse adeus aos adeptos sportinguistas ainda antes do apito inicial da partida. Além da conquista do título do título de futsal, o Benfica procurava contrariar a hegemonia leonina dos últimos dois anos e o Sporting à procura de fazer o pleno nas modalidades.

Os jogadores, tanto do Sporting como do Benfica, entraram em campo com um ambiente arrepiante nas bancadas: a maioria dos adeptos, do Sporting, a cantar o hino leonino, e os adeptos do Benfica a puxarem também pelos seus jogadores. O primeiro remate de perigo foi de Robinho, pé esquerdo a passar junto à trave de André Sousa e a dar o primeiro aviso sério ao guarda-redes português. Varela, ala do Sporting, num ressalto, fez o primeiro lance de perigo para os leões que alertou e de que maneira a defensiva encarnada.

Pouco tempo depois foi a vez de Raul Campos, do meio da rua, deixar André Sousa ferido no meio do chão devido à potência do remate. Os primeiros minutos da partida não tiveram grandes paragens por faltas, mas Fernandinho fez a primeira falta do jogo aos dezassete minutos para aviso do árbitro da partida. O Sporting tentava responder à ofensiva encarnada e Dieguinho rematava à baliza encarnada com a bola a passar junto ao poste direito da equipa vermelha e branca. Realizados os primeiros cinco minutos da partida, houve ocasiões de golo para ambas as equipas mas com o Sporting com mais bola.

O restante jogo teve poucas faltas com as equipas a não esgotarem as cinco faltas “permitidas”. A primeira parte pode, inclusivamente, descrever-se como um jogo muito dividido dentro e fora de campo: excelente ambiente nas bancadas do pavilhão João Rocha. A primeira parte fica também marcada pelas ordens de Joel Rocha para Roncaglio subir no terreno com frequência para criar vantagem de número de jogadores no processo ofensivo. O próprio Roncaglio acabou por rematar contra a baliza de André Sousa num bom duelo de guarda-redes cheios de qualidade. Contabilizaram-se dois remates potentes do guarda-redes encarnado em direção ao guarda-redes leonino. Deives teve o lance mais perigoso até ao minuto onze da primeira parte: um remate ao poste esquerdo de André Sousa que ainda tocou na bola com a ponta dos dedos.

A iniciar os segundos dez minutos da partida, Raul Campos remata fortíssimo para gigante defesa de André Sousa, com as pernas. Provavelmente o segundo lance de maior perigo da primeira parte. O Benfica foi continuando a rematar e André Coelho chegou a puxar da ponta do pé para fazer a bola passar junto ao ferro da baliza verde e branca. Logo a seguir, Tiago Brito a transportou a bola para o centro do terreno e rematou de pé esquerdo junto ao canto superior direito de André Sousa. O primeiro time out do encontro foi pedido a cinco minutos do intervalo para ambos os técnicos de serviço darem ordens e retificarem pontos dos seus jogadores. Time Out pedido pelo SL Benfica. O Sporting sempre que pressionava tentava pressionar alto para não deixar os jogadores do Benfica passarem.. do meio-campo!

A um minuto e vinte do intervalo foi a vez do banco do Sporting pedir o Time Out. Ao aproximar do intervalo surgiu o primeiro cartão da partida: Merlim foi o primeiro jogador a ser amarelado quando faltavam dezassete segundos para o intervalo, amarelo pela falta cometida ao guarda-redes encarnado no meio campo. Intervalo no Pavilhão João Rocha e soube a pouco futsal devido à ausência de golos em ambas as balizas, isto numa primeira parte em que a equipa verde e branca teve mais posse de bola, o Benfica mais rematador e não inaugurou o marcador por pecar na finalização.

Adeptos do Sporting nunca desistiram e apoiaram a equipa até ao fim
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Foi preciso esperar pela segunda parte para que o marcador fosse alterado, Raúl Campos ao minuto e meio abriu o ativo depois de surgir na cara de André Santos a colocar a bola no ângulo superior esquerdo da baliza leonina. Em resposta, Diogo na cobrança de um livre rematou por cima da baliza de Roncaglio. Os leões iam tentando chegar à baliza adversária e voltar a empatar a partida. Numa jogada do coletivo dos leões, Fortino obrigou o guardião benfiquista a sair da baliza para fazer um corte providencial. Os leões começavam a ganhar algum ímpeto atacante. Numa triangulação perfeita entre Merlim, Diogo e Fortino, Diogo rematou perto do poste direito da baliza encarnada.

Na resposta e na tentativa de acalmar o poder ofensivo leonino, Raúl Campos rematou de biqueira com a bola a embater num jogador leonino e a chegar as mãos de André Santos. Numa carambola, Roncaglio rematou com a bola a ressaltar em Deives e quase a surpreender André Santos que teve de se esticar para desviar a bola para cima da baliza. Depois de uma jogada de insistência por parte da quadra encarnada, Henmi aproveitou o “adormecimento” dos leões e coloca a bola na área para Fernandinho, que apareceu sozinho à boca da baliza para aumentar a vantagem encarnada, estava feito o 0-2 para o Benfica.

A terminar os primeiros dez minutos da segunda parte, Cardinal recebe a bola de costas para a baliza, enquadra-se para a baliza adversária e remata para defesa do guarda-redes benfiquista, na ressaca Pany Varela remata para o fundo das redes, os leões chegavam ao tão desejado golo que dava esperanças à família verde e branca. No seguimento do golo e não querendo perder o entusiasmo, Fortino recebeu a bola de frente para a baliza e a rematou contra a face de Roncaglio…já se gritava golo nas bancadas, valeu o guardião encarnada que teve de receber assistência médica. O Benfica ia tentando chegar à baliza leonina, com os remates de Fernandinho e Raul Campos, sem muito perigo para André Santos. O Sporting ia respondendo através de Merlim que surgiu na cara de Roncaglio e de Pedro Cary que não conseguiram concretizar estas oportunidades. À entrada dos últimos cinco minutos da partida, Raul Campos (o suspeito do costume) surgiu isolado na cara de André Santos, e tal como Merlim não conseguiu bater o guarda-redes. Após reposição lateral da bola, Diogo ganha a quinta falta.

Na resposta, o técnico leonino solicita desconto de tempo, o primeiro da segunda parte. Na cobrança do livre, Merlim colocou a bola em Fortino que rematou colocadíssimo para o fundo das redes, estava reposta a igualdade no marcador. Assistíamos a uma segunda parte completamente distinta da primeira. Com aquilo que chama os adeptos a saírem de casa para assistir um jogo de futsal, quatro golos, dois para cada lado. Após Henmi sofrer falta, Joel Rocha solicitou o tempo de desconto a que têm direito.

Uma opção idêntica à da equipa técnica leonina que deu origem ao golo da igualdade. Na cobrança, Bruno Coelho não consegue o seu objetivo e a bola sai pela linha lateral depois de embater num jogador leonino. Mais um lance de ataque do Benfica, com Raul Campos a ultrapassar Diogo e a rematar cruzado para defesa apertada de André Santos.  Quando se aproximava do apito final do arbitro e apesar de Joel Rocha optar por colocar guarda redes avançado, nenhuma das equipas quis arriscar demasiado e teríamos de esperar pelo prolongamento para sabermos quem iria levantar o troféu de campeão.

O primeiro lance de perigo do prolongamento foi remate fortíssimo de Cardinal que o deixou lesionado tendo em conta o impacto com o adversário encarnado. O prolongamento iniciou-se com o Benfica a jogar mais na retranca e o Sporting a ser o senhor da bola. Tanto que depois de uma defesa apertada de André Sousa, foi o próprio André Sousa a tentar de longe o remate às redes do Benfica. O Benfica voltou no prolongamento a apostar no guarda-redes avançado, Bruno Coelho.

Com mais um jogador na frente, foi a vez do Sporting descer no terreno e limitar-se a travar os movimentos rotativos que os jogadores do Benfica faziam com a bola. Tanta foi a insistência que Tiago Brito deu a bola para Fernandinho encostar para dentro da baliza leonina. Uma jogada de laboratório que saiu na perfeição aos jogadores do Benfica. O Sporting não baixou os braços e rapidamente tentou avançar no terreno com velocidade mesmo estando a trinta segundos do intervalo do prolongamento.

O Sporting entrou pressionante na segunda parte do prolongamento a procurar anular a vantagem encarnada, iniciando logo com Merlim a guarda redes avançado. E foi praticamente a iniciar que Diogo colocou a bola no segundo poste e Fortino surgiu a finalizar, estava novamente reposta a igualdade. O Benfica respondeu e colocou também Bruno Coelho como guarda redes avançado. E foi através deste sistema que Tiago Coelho rematou forte para defesa de André Santos. No seguimento, a bola acabou nos pés dos jogadores encarnados que seguraram a posse de bola até ao último segundo na tentativa de marcar ao cair do pano. Infelizmente para os homens de encarnado isso acabou por não acontecer e o campeão teve de se decidir nos pontapés na marca das grandes penalidades.

O Sporting é tricampeão nacional de Futsal depois de vencer por 3-2 as cinco finais do campeonato nacional. Em casa, perante a sua massa adepta, venceu nas grandes penalidades por 2-0 e fez explodir as bancadas do João Rocha de felicidade. Termina assim a época nacional do futsal nacional com o Sporting Clube de Portugal a ser a equipa mais feliz no final das contas. Além do futsal, e com a conquista do mesmo, o Sporting faz o pleno nas modalidades no pavilhão.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Coletivo Sportinguista – Crentes até ao final da partida, mesmo a perder por 2-0 e por 3-2, nunca baixaram a guarda e mostraram a raça de leão pretendida pelos seus adeptos. Mesmo com o cansaço notável “nas pernas”, nunca desistiram de procurar a vitória final

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Joel Rocha – Joel Rocha é a escolha para fora de jogo pela estratégia montada de passividade atacante a jogar com guarda-redes avançado. Tanto no final do tempo regulamentar como complementar. Além disso, o discurso do técnico encarnado na conferência de imprensa foi de “sinto-me orgulhoso do trabalho concretizado” depois de ter sido derrotado nesta final.

Conferência BnR

BnR: Que palavras disse aos jogadores antes da marcação de grandes penalidades?

Joel Rocha (treinador do SL Benfica): Avaliar quem marca a grande penalidade e palavras de orgulho, acreditar, confiar, no trabalho até ali. Nada mais que isso.

BnR: O que é que decidiu esta final?

Nuno Dias (treinador do Sporting CP): A nota dominante é o equilíbrio. Está à vista de todos. Foi pela margem mínima. Duas equipas que se conhecem bem e que cada vez mais é difícil um para o outro. O Benfica foi um digno vencido e isso valoriza a nossa vitória.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Redação BnR

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