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Apesar do resultado bastante desnivelado que se verificou no fim do tempo regular, é de realçar que o jogo não foi assim tão desequilibrado e que nem o Sporting CP jogou assim tão mal nem o Inter Movistar jogou assim tão bem. A diferença esteve na eficácia bastante díspar entre ambos os conjuntos e também ao risco total da equipa portuguesa, ao apostar no 5×4 e, consequentemente, desguarnecer por completo a sua baliza, algo que permitiu aos espanhóis marcarem ainda mais três golos.

Na primeira metade do encontro, assistiu-se a um encontro muito disputados, com oportunidades junto de ambas as balizas, com a única divergência a residir na eficiência dos interistas junto ao guardião leonino, que, mesmo assim, ainda teve um punhado de intervenções decisivas para ainda dar alguma esperança aos cerca de 50 adeptos do clube verde e branco presentes nas bancadas do pavilhão de Almaty, no Cazaquistão. Pensava-se que a segunda metade podia trazer a “remontada” no marcador, pois o resultado ao intervalo era favorável ao Inter por 2-0, mas tal não aconteceu.

Com alguns erros de arbitragem (por exemplo, no terceiro golo, a bola bateu no peito e não na mão de Leo), mas também vários erros defensivos (nesse mesmo golo, que surgiu através de um livre, há uma grande falha de marcação que permite o golo de Rafael Rato), assim como também alguma infelicidade relacionada com bolas nos ferros, o Sporting não conseguiu vencer a competição europeia, não contando ainda com qualquer troféu europeu, depois de perder a sua segunda final, curiosamente na mesma cidade em que se realizou este encontro.

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Mario Rivillos contribuiu, com dois golos, para o regresso aos títulos europeus do Inter, oito anos depois
Fonte: UEFA

Haverá alguma maldição relacionada com esta cidade? Provavelmente não, mas é um fator curioso que liga ambas as finais disputadas pela equipa lisboeta, tanto em 2011 como em 2017. Apesar do resultado muito desnivelado, não se pode classificar como má a prestação dos leões neste ano, pois eliminaram, entre outras equipas, duas grandes equipas russas, nomeadamente o Dynamo e o Ugra, que era o campeão europeu em título. Claro que este resultado não é muito normal na final de uma competição europeia, mas é algo que por vezes acontece, devido ao risco total assumido na colocação de um guarda-redes avançado.

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Confirma-se, assim, o fim-de-semana de sonho para Ricardinho, um dia após saber do prémio de melhor jogador de futsal do mundo no ano de 2016, num galardão atribuído pelo site Futsal Planet, consegue a sua segunda UEFA Futsal Cup na carreira, após a conquista em 2010, ao serviço do SL Benfica, e junta ao troféu coletivo mais dois golos marcados ao serviço do clube espanhol, ambos marcados de bem longe, quando o Sporting estava completamente balanceado para o ataque.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho