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O jogo quatro desta final do campeonato nacional de futsal teve todos os ingredientes necessários para um encontro de emoções fortes. Desde grandes golos, até alguma polémica, muita emoção, apoio vindo das bancadas, bem mais despidas que o normal em jogos desta importância, mas já lá iremos.

Falando do que mais importa, o jogo jogado dentro da quadra, o Sporting CP entrou bastante mais forte e determinado a levar o play-off até ao quinto e decisivo encontro. O corolário dessa entrada foi o pontapé do meio da rua de Leo, uma bomba indefensável para Diego Roncaglio.

O SL Benfica tentava reagir ao embate inicial e pouco depois teve uma oportunidade de ouro, numa grande penalidade que puniu uma falta de Pedro Cary sobre Fernandinho. O algarvio foi punido com um cartão vermelho, pois o brasileiro do Benfica ia isolado aquando da alegada falta. Chamado a converter, André Coelho não desperdiçou e nivelou o marcador, “fuzilando” o guardião Gonçalo Portugal, que normalmente é chamado para tentar defender as penalidades e livres diretos.

O melhor golo estava reservado para o fim desta metade, um lance individual brilhante de Alex Merlim, que terminou com uma bola colocada no canto da baliza de Roncaglio. Para os minutos finais, estava guardado um show do guarda-redes suplente do Benfica, André Ferra, homem que conseguiu travar dois livres diretos e uma grande penalidade (também ela um pouco discutível, mão na bola de André Coelho) de Merlim com grandes defesas e manteve assim a diferença mínima de 2-1 ao intervalo.

Costuma-se dizer que o intervalo faz melhor à equipa que está em desvantagem e hoje voltou a confirmar-se essa afirmação, pois os encarnados entraram mais dispostos a inverter o marcador e a resolver já hoje a questão do campeão. Essa maior disposição acabou por render frutos com o golo do empate, num desvio oportuno de Chaguinha após um remate de longe de André Coelho.

Alex Merlim foi um dos homens-golo da tarde. Apontou o segundo golo dos leões
Fonte: Sporting CP

Nos minutos seguintes, assistimos a um jogo equilibrado, com o Sporting a tentar jogadas de ataque organizado e o Benfica a espreitar sempre os contra-ataques para tentar apanhar a defesa leonina em contramão. Perto do fim, quando já se começava a pensar na hipótese de prolongamento, uma triangulação perfeita das águias culminou com um desvio oportuno de Fábio Cecílio, virando assim o marcador a favor dos benfiquistas (2-3).

A apenas 32 segundos do fim, e já quando os leões arriscavam tudo no 5×4, Rocha marcou um golo que empatou o encontro e levou muitos adeptos leoninos às lágrimas, tal a carga emotiva deste encontro. Os últimos segundos foram de alguma contenção, uma vez que os encarnados tinham cinco faltas, algo que conta no prolongamento, e o Sporting quatro. Nenhuma das equipas quis perder o jogo, algo perfeitamente normal e natural em encontros deste gabarito.

No prolongamento, os verde e brancos voltaram a entrar melhor e tiveram uma oportunidade fantástica para saltar para a frente do marcador. Rocha não conseguiu bater um inspiradíssimo André Correia, mas na recarga conseguiu bater o guardião e voltar a colocar os leões na frente do marcador. Logo de seguida, Pany Varela finalizou um contra-ataque e dobrou a vantagem leonina na partida (5-3).

Até ao intervalo, o resultado manteve-se favorável aos leões, com o Benfica a assumir obviamente o encontro, por necessitar urgentemente de inverter o resultado. A segunda metade começou com a aposta do Benfica em Bruno Coelho como guarda-redes avançado. Apesar de todos os esforços encarnados, Guitta apareceu e mostrou porque é um dos melhores guardiões do mundo, defendendo todas as investidas benfiquistas.

Uma final deste calibre merece um quinto e decisivo encontro, pela qualidade das equipas, dos treinadores e tudo o que envolve este encontro. Os já habituais confrontos entre claques são sempre de lamentar, mas prefiro não me alongar sobre esse tema.

CINCO INICIAIS:

Sporting CP: Guitta, Erick Mendonça, João Matos, Pany Varela e Alex.

SL Benfica: Roncaglio, André Coelho, Chaguinha, Robinho e Fernandinho.

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