Arrancou o Mundial de 2018 em futebol, havia muitos jogos para ver num dia só. No entanto, tudo ainda se está para se decidir no futsal dos campeões europeus. O Pavilhão João Rocha recebeu às 16 horas deste sábado, 16 de junho, o primeiro jogo da final do campeonato nacional.

Recorde-se que a final da principal competição da modalidade é disputada à melhor de cinco jogos.  O primeiro jogo aconteceu, então, no recinto dos «leões». Depois, haverá segundo jogo no Pavilhão da Luz já esta quarta-feira, dia 20 e o terceiro, dia 23, no próximo domingo, novamente no reduto de Alvalade.

Para chegarem ao momento de todas as decisões, o Sporting que procura o tricampeonato de futsal consecutivo eliminou o Modicus nas meias finais, ‘sem espinhas’ após vencer três jogos por 4-0, 0-2 e novamente 0-2. Os «leões» juntavam assim, nesta temporada, a presença na final da UEFA Futsal Cup, perdida para os espanhóis do Inter Movistar por 5-2 no dia 22 de abril, com esta do campeonato. Tarefa mais difícil teve o Benfica. Eliminou o Braga apesar de, também, ter feito o pleno nas meias finais ao vencer os três encontros por 2-1, 3-2 e 0-2.

O início de jogo fica logo marcado pelo golo do Benfica ao terceiro minuto por Fernandinho (0-1). Resultado que se inaugurou até quando foi o Sporting a pressionar mais alto para ser o primeiro a chegar ao golo. Das poucas oportunidades que os «encarnados» criavam, muita inquietação causou no meio-campo sportinguista. Pouco depois do golo, uma bola ao poste de Deives também fez silenciar o Pavilhão João Rocha por alguns milésimos de segundos.

Todavia, o Sporting como sempre teve mais bola, o Benfica recorreu bastante a roubos de bola com recurso até exagerado à intensidade física. Por volta do oitavo minuto, a equipa da Luz já registava quatro faltas cometidas e quinta falta bem podia ter surgido em vários momentos que causou contestação no banco do Sporting (o treinador adjunto de Joel Rocha, do Benfica, respondeu aos protestos leoninos e foi expulso) e, claro, para os adeptos presentes no pavilhão.

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Faltavam 9:20 para o final do primeiro tempo e a grande oportunidade dos «leões», debaixo de um forte apoio, tem a sua primeira grande oportunidade com remate de Divanei que ainda bate num defesa do Benfica e vai à barra da baliza de Cristiano. O Sporting continuava a surgir, mas Cristiano, o guardião encarnado, estava sempre lá e isso – quase naturalmente – fez o Benfica atingir a quinta falta no jogo quando faltavam ainda oito minutos para o final da primeira parte. Até ao recolher aos balneários, o Sporting não queria ver a sua desvantagem aumentada e o Benfica, condicionado, não quis arriscar muito mais.

Os adeptos do Benfica do outro lado do Pavilhão João Rocha que recebeu 2331 espetadores
Fonte: Bola na Rede

No entanto, cada oportunidade que surgia era o mote para aproveitar. O Benfica ainda conseguiu fazer o 2-0 com Raúl Campos à entrada da área (0-2, 15 minutos de jogo). Era difícil falhar tal oportunidade que obrigou o Sporting a reagir e motivos não faltavam pois estava quase sempre a proporcionar oportunidades em maior quantidade no jogo. E assim o fez novamente. Pedro Cary faz dois remates ao poste seguidos ao minuto 16. Segundos depois, nova grande defesa de Cristiano com os dedos, sem ir ao chão a remate de Fortino. Do outro lado, também André Sousa correspondia para o Sporting não sofrer mais golos.

O jovem guardião estava em grande. No entanto, chegava o golo do Sporting. O mesmo Fortino, inconformado com o lance anterior, recebe a bola após reposição e de costas, com André Coelho na cobertura, conseguiu rodar e armar remate que mesmo enquadrado com Cristiano, não deu qualquer hipótese (1-2 aos 17’). O pivô demonstrava as razões de ser um dos melhores marcadores deste campeonato.

Tudo ficava na mesma no final do primeiro tempo tal como praticamente começou, um golo de desvantagem para a equipa da casa. Debaixo de cânticos de “Bi… Campeão!” com o desejo de tri por parte dos adeptos do Sporting, num pavilhão João Rocha que não teve lotação esgotada (2331 espetadores), o ambiente era ‘infernal’ e a ambição dos «leões» era um resultado positivo no primeiro jogo da final.

Começava o segundo tempo e tudo parecia se manter. O Sporting queria manter a bola o máximo possível no meio-campo do Benfica. Logo aos primeiros segundos, Caio Japa isolado da faixa direita rematou para nova defesa de Cristiano. Ao terceiro minuto, tal como o Benfica na primeira parte, foi o Sporting a marcar. Fortino num remate potente, vindo de um canto batido por Deo, não perdoou desta vez a Cristiano (2-2), que continuava em grande, mas desta vez não teve hipótese. O plano inicial do Sporting para esta partida parecia resultar e a equipa crescia, com efeitos mais concretos. Chegado ao empate, o Sporting iria chegar à vantagem e nunca mais largá-la. Depois do golo do empate, seguiu-se pouco depois uma bola à barra por remate de Alex Merlim, antes defendida por Cristiano, mas que parecia ter entrado.

O objetivo de pressionar é e será sempre obrigar ao erro do adversário. Algo que se cumpriu duas vezes seguidas na perfeição para o Sporting entrar pela primeira vez em vantagem neste primeiro jogo das finais. Os «leões» chegam ao 3-2 aos 31 minutos com novo remate fortíssimo de de Fortino, após perda de bola na reposição do Benfica. Minuto seguinte, foi o outro goleador do dia, Divanei, a dilatar a vantagem depois de um contra-ataque (4-2). O Benfica ainda reagiu, algo contra a corrente do jogo que se cumpria na segunda parte. Raúl Campos, que já tinha feito o gosto ao pé, fez o 4-3.

A equipa do Sporting em completa comunhão com os adeptos
Fonte: Bola na Rede

O Sporting, que esteve em grande nível a meio da segunda parte, colocava o Benfica sem saber como levar a bola à baliza do Sporting e o físico «encarnado» veio ao de cima novamente, pelos piores motivos. Joel Rocha incentivava a reposição de bola para bem longe área do Benfica, mas o Sporting conseguia ter a posse em seu favor muito rapidamente. As «águias» chegaram à quinta falta à entrada do minuto 26.

Pouco tempo depois, a faltarem ainda quatro minutos para se jogar, o Benfica fez a sexta falta. Livre direto para o Sporting e Alex Merlim converteu com sucesso para o 5-3. Benfica avançou com o ‘cinco para quatro’ debaixo de grandes assobios no Pavilhão João Rocha enquanto atacava. Proporcionavam-se diversas descompensações nas marcações homem a homem. O jogo fechava em espetáculo e ansiedade em fazer mais golos para os dois lados, com bola no poste na baliza do Benfica (a quinta na segunda parte), vinda do meio campo do Sporting. Os leões ainda tiveram novo livre direto de 10 metros sem barreira para o Sporting, mas Cristiano desta vez defendeu.

O Sporting saiu com a vitória mas o resultado não espelhou a sua supremacia
Fonte: Bola na Rede

Ainda com ‘cinco para quatro’ e grande aparato e velocidade na área do Sporting, o Benfica ainda fez o 5-4. Robinho do ‘meio da rua’ aproveita uma bola que sobrou para quase na zona do meio campo pós remate colocado. Todavia, isso não alterou com que o Sporting começasse esta final de campeonato em vantagem. Apesar da baixa de rendimento do Benfica demasiado visível na segunda parte, o jogo 2 no Pavilhão da Luz promete ser ainda mais intenso. De um lado, há a vontade do Sporting em querer aumentar a vantagem para trazer o jogo do possível título para o Pavilhão João Rocha. Do outro, a missão do Benfica em querer correr atrás do prejuízo. Temos encontro marcado já na próxima quarta-feira.

 

Cincos iniciais:

Sporting: André Sousa, Caio Japa, Pany Varela, Deo e Divanei.

No banco: Gonçalo Portugal, Diego Cavinato, Edgar Varela, Pedro Cary, Djô, Alex Merlim e Rodolfo Fortino.

Não convocados: Diogo, João Matos, Marcão, Cardinal e Dieguinho

Treinador: Nuno Dias

Benfica: Cristiano Marques, Fernandinho, Tiago Brito, André Coelho e Raúl Campos

No banco: André Correia, Fábio Cecílio, Miguel Ângelo, Bruno Pinto, Bruno Coelho, Rafael Hemni, Deives Moraes e Robinho

Não convocados: Chaguinha, Afonso Jesus, Roncaglio e Jacaré

Treinador: Joel Rocha