Três anos depois, os eternos rivais de Lisboa voltavam-se a encontrar numa final de Taça de Portugal. O saldo era muito positivo para os “leões” que tinham ganho aos “encarnados” por três vezes as três finais já disputadas entre ambos.

O Pavilhão Multiusos de Gondomar recebeu assim o terceiro dérbi da temporada e a quarta final na história da Taça entre SL Benfica e Sporting CP. As “águias” queriam ganhar a oitava Taça de Portugal e os “verdes e brancos” tentavam igualar o rival com o sétimo troféu.

Início de jogo com o SL Benfica muito mais dominador e ia começando a criar oportunidades de perigo junto da baliza de Guitta. Entrava muito melhor no jogo a equipa encarnada do que a equipa leonina.

Ao minuto dois, Rafael Henmi faz um grande remate de bico, como mandam as regras, mas Guitta estava muito atento a fazer defesa e a não permitir que o nipónico conseguisse o golo. Poucos segundos depois, o guarda-redes brasileiro do Sporting CP não conseguiu que a bola não entrasse na sua baliza. Tolrà aproveitou um erro defensivo de Pedro Cary e rematou mais em jeito de que em força, mas suficiente para marcar o primeiro da tarde para o SL Benfica e da partida. Estava assim feito o um zero na Final.

Depois do golo benfiquista, o jogo tornou-se muito mais calmo e mais agressivo – com muitas faltas para ambos os lados e os ânimos começavam a aquecer no dérbi. Começou-se também a jogar longe das duas balizas e mais a meio do campo.

Robinho, ao minuto nove, com uma verdadeira bomba à baliza de Guitta fez um grande golo. O guarda-redes verde e branco não teve qualquer hipótese para defender o remate do atleta russo do SL Benfica que fazia assim o segundo da tarde para os “encarnados”. Sozinho no meio do campo só teve olhos para a baliza e decidiu bem.

O Sporting CP continuava muito desconcentrado na partida e nada saia bem à equipa leonina tanto a nível defensivo como ofensivo. Os primeiros dez minutos do jogo não correram nada à equipa de Nuno Dias e não parecia o Sporting CP que estamos habituados. Mas, a reação não tardava a ser dada.

Ao minuto 11, um erro defensivo dos “encarnados” deixa o pivô sportinguista Dieguinho sozinho com apenas Roncaglio pela frente. O brasileiro não teve grande dificuldade e marcou o primeiro dos “leões”. Estava batido o guarda-redes das “águias” e o marcador mostrava 1-2 a favor do SL Benfica.

Ao minuto 15, novamente André Coelho com um primeiro remate forte onde Guitta defende, mas deixa a bola solta. O ala Fernandinho estava preparado para só ter de encostar para dentro da baliza e fazer assim o terceiro do SL Benfica. Estava 1-3 e voltava a vantagem de dois golos para os “encarnados”.

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A faltar um minuto e meio para o final, surge o segundo golo do Sporting CP. Cardinal a fazer um golo quase impossível visto que estava numa situação onde já estava quase sem ângulo. O pivô português conseguiu enfiar a bola no único sítio onde era possível entrar na baliza. Reduzia novamente os “leões” para apenas um golo e o marcador mostrava 2-3 a favor do SL Benfica.

A faltar segundos para o final da primeira parte, duas oportunidades para os verdes e brancos. Um primeiro remate de Léo onde Roncaglio defende e, de seguida, Pany Varela acerta com estrondo a bola no poste, mas nenhuma entrou. As duas formações recolheram para o intervalo com vantagem para os “encarnados”.

O dérbi lisboeta em Gondomar foi até ao último lance e as duas formações deram um grande espetáculo em campo
Fonte: SL Benfica

A segunda parte começou com emoção e com um Sporting CP com vontade de querer empatar o jogo. Ao minuto 3, num grande contra-ataque surge um remate de bico de Dieguinho para uma grande defesa com o pé de Roncaglio para canto. Na sequência, Deo bateu o canto que bateu em Cavinato e o desvio acabou por ir para dentro da baliza encarnada. Com ou sem intenção conseguiu introduzir a bola na baliza e estava tudo empatado a três.

Merlim, ao minuto cinco, à segunda conseguiu mesmo marcar. Depois de uma reposição rápida de João Matos, aparece o italiano que com um primeiro remate que bate nos dois postes e à segunda faz o golo. Estava feito o 4-3 para o Sporting CP, que estava na frente do jogo pela primeira vez.

Ao minuto 11, Roncaglio tem uma falha horrível a meio campo e depois se não fosse Rafael Henmi a fazer de guarda-redes improvisado tinha sido novo golo. O nipónico mantinha assim o clube na luta pela final. E no minuto seguinte, o guarda-redes brasileiro do SL Benfica fez um grande golo numa situação de cinco para quatro. Após o remate de Roncaglio, a bola acabou por ser desviada e acabou por trair Guitta. Estava imposta nova igualdade no encontro.

A faltar 50 segundos para o final do jogo, Fits envia a bola à barra e teve perto de marcar o quinto golo na partida para os encarnados, mas a barra negou o golo. Com esta falha manteve-se tudo na mesma e tudo adiado para prolongamento.

No prolongamento manteve-se o equilíbrio entre as duas equipas e o empate ainda se desfez por uma vez, mas voltou novamente. Aos quatro minutos da primeira parte do prolongamento, um erro defensivo de Deo, nada habitual no jogador, perdeu a bola na sua área e depois Fernandinho não vacilou e marcou com uma bomba mesmo à frente de Guitta.

Porém, dois minutos da segunda parte do prolongamento, na primeira jogada com Merlim a guarda-redes avançado o Sporting CP consegue mesmo empatar por felicidade. Rafael Henmi quando tentava tirar a bola para fora da sua área acabou por introduziu a bola na própria baliza. O jogo terminou empatado e como não se decidiu em jogo corrido, teve que se resolver tudo por desempate de grandes penalidades.

Nos penaltis, no lado do SL Benfica, Fernandinho e Tolrà marcaram, mas Robinho falhou o terceiro penalti encarnado. No lado do Sporting CP, os três marcadores (Cardinal, Dieguinho e Merlim) marcaram todos e deram a vitória aos “leões” na final da Taça de Portugal.

O SL Benfica continua assim sem vencer o Sporting CP numa final da Taça de Portugal – é a quarta derrota no jogo decisivo – e também continua sem vencer o eterno rival após decisão por grandes penalidades.

Os “leões” vencem assim a segunda Taça de Portugal consecutiva e igualam tanto os “encarnados” em número total de taças (sete) e também o recorde que pertencia à Fundação Jorge Antunes.

CINCOS INICIAIS:

Sporting CP: Guitta (GR), Pedro Cary, Erick, Pany Varela e Dieguinho

SL Benfica: Roncaglio (GR), Tolrà, Rafael Henmi, Robinho e Fits