Cabeçalho modalidadesRecentemente saiu uma indicação de que Portugal irá ser sorteado para a fase final do campeonato europeu no pote 1, juntamente com a organizadora do já referido torneio continental, a Eslovénia, Espanha (a campeã europeia em título) e a vice-campeã mundial Rússia. Ora, juntando este fator à recente subida no ranking da UEFA para o terceiro lugar, que permitiu juntar um segundo representante na primeira edição da renovada Liga dos Campeões de Futsal, significa o crescimento brutal que esta fantástica modalidade tem tido nos últimos anos.

Graças à subida para o pote principal, na fase inicial do torneio temos o conforto de evitar os adversários já citados anteriormente, que são oponentes muito fortes, e mesmo no caso do país que recebe a fase final da competição, é sempre um rival indesejado nestas competições, como ficou provado na última edição do Euro, onde baqueámos perante a Sérvia e acabámos por ter uns quartos-de-final muito complicados, perante a Espanha, em função do segundo lugar na fase de grupos.

Atenção que mesmo assim existem conjuntos muito fortes nos potes mais baixos, com a Itália na linha da frente do segundo pote, seguida por Ucrânia, Azerbaijão e Cazaquistão.

Apesar de estarmos no principal pote, há adversários muito fortes nos outros potes, como a nossa “besta-negra”, a Itália Fonte: UEFA
Apesar de estarmos no principal pote, há adversários muito fortes nos outros potes, como a nossa “besta-negra”, a Itália
Fonte: UEFA

O último pote ainda não está definido, pois ainda faltam atribuir quatro vagas finais através dos play-offs, mas nenhuma das equipas que vai lutar pelos quatro últimos bilhetes tem melhor ranking que as sete equipas já qualificadas, pelo que já é uma certeza a reentrada no lote de melhores equipas pela primeira vez desde 2012.

Quanto a este torneio, disputado na arena Stozice, em Ljibliana, a nossa equipa deve finalmente libertar-se das amarras de partir como outsider e assumir inequivocamente e claramente que se perfila como um dos principais favoritos a levar o troféu para casa. É sabido que caso as coisas não saiam como esperado as críticas ao selecionador serão muitas e a sua manutenção enquanto treinador da equipa nacional fica altamente comprometida, logo este é claramente um teste de fogo à liderança de Jorge Braz nos destinos da seleção.

A matéria-prima existe e em grande quantidade e qualidade, resta a JB aproveitar aquilo que tem à sua disposição e transformar um conjunto muito forte de jogadores numa grande equipa, um pouco à semelhança daquilo que Fernando Santos fez no Euro 2016 de futebol.

Foto de Capa: Blogue Miguel Lourenço

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