Cabeçalho modalidadesA comitiva do Sporting Clube de Portugal já chegou, por esta altura, ao Azerbaijão, onde tem pela frente um grande desafio: tornar-se na primeira equipa portuguesa a ganhar um título europeu no estrangeiro (o SL Benfica ganhou esta competição em 2009/10 no antigo Pavilhão Atlântico, atual Meo Arena) e para conseguir isso não podia ter, na minha opinião, um conjunto de outras três formações mais forte.

Para além do Ugra Yugorzk, que é “somente” o campeão europeu em título, e é também a equipa que joga com o conjunto leonino nas meias-finais, ainda entram em jogo na outra semifinal o organizador da prova, o Kairat Almaty e o Inter Movistar, que conta nas suas fileiras, entre outras estrelas, com o nosso conhecido Ricardinho.

Alerto ainda para uma curiosidade inerente a este torneio: tirando o Sporting, todos os outros três representantes já lograram conquistar o cetro mais importante do futebol de salão a nível europeu: o Ugra precisamente em 2016, o Kairat em 2013 e 2015 e o Inter em 2004, 2006 e 2009, sendo as duas primeiras ainda com a designação antiga de Boomerang Interviú. Teremos, assim, um leão sedento de glória numa competição que ainda não veio mais vezes para o nosso país por meros detalhes, em encontros muito equilibrados, que caíram para o lado do adversário.

Os jogadores mostram a sua união e boa disposição nestes pequenos intervalos em Almaty Fonte: Sporting CP
Os jogadores mostram a sua união e boa disposição nestes pequenos intervalos em Almaty
Fonte: Sporting CP

Olhando para o alinhamento dos jogos, penso que, mesmo assim, a equipa russa é a “menos forte” das possíveis escolhas, pois o ano passado só eliminou o Benfica na marcação de grandes penalidades, numa meia-final que, um pouco como eu referi atrás, podia ter caído para qualquer um dos lados. Apesar de ser o preferível dos conjuntos que podiam calhar, conta com jogadores muito bons no seu plantel, tais como os brasileiros naturalizados russos Éder Lima e Robinho. Esperemos então, como portugueses que todos nós somos, que o Sporting consiga vingar o emblema encarnado. Porque apesar de tudo, e falo no meu caso concreto, apoio sempre as equipas nacionais contra emblemas de outros países, deixando as rivalidades apenas para as competições internas.

Por isso, apesar de tudo, vou desejar ao representante português nesta competição europeia a melhor das sortes por solos cazaques, e que possam, no mínimo, demonstrar a força do futsal lusitano. Se for suficiente para trazer a taça para o nosso país, ótimo. Se não for, mas se o conjunto leonino fizer um bom jogo, cá estarei para felicitar os comandados de Nuno Dias. Caso corra mal a estadia pela Europa de leste, cá estarei para apontar o que, em meu entender, falhou na abordagem ao encontro. Em todo o caso, força, Sporting, vence por todos nós e escreve mais uma página dourada na história deste desporto que “prende” cada vez mais portugueses aos televisores.

Foto de capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

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