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Naquele que seria, na teoria, o jogo mais complicado até ao final do campeonato, correspondente à 25ª ronda, o Porto não falhou e apesar de um susto inicial, esteve a perder por 2-0, conseguiu vencer o Valongo por 7-4. Triunfo que deixa os comandados de Guillem Cabestany a três pontos do título. Desta maneira, na próxima quarta-feira à noite, em pleno Dragão-Caixa, os dragões podem chegar ao 23. Para tal, apenas têm de derrotar o Riba d’Ave. Formação de Vila Nova de Famalicão que já garantiu a manutenção.

O Porto entrou mais forte na pista do San Ciro, mas Leonardo Pais, filho do dirigente e antigo técnico portista Franklin Pais, respondeu muito bem evitando o golo azul e branco em algumas situações.

Completamente por cima, os dragões iam carregando e apertando o certo à baliza do Valongo. Porém, o guardião da equipa da casa ia mantendo a folha em branco. Exemplo disso foi um lance onde, totalmente isolado, Rafa deitou Leonardo Pais, mas não conseguiu marcar.

Mais remetido a defender, o Valongo raramente conseguia criar perigo no ataque. No entanto, na sequência de um contra-ataque de três para dois, Carlos Ramos não conseguiu finalizar ao segundo poste, mas na recarga Nuno Araújo fez o 1-0. Um golo totalmente contra a corrente do encontro, mas que premiou a eficácia da Associação Desportiva.

A perder, o Porto manteve a procura pelo golo, mas continuou a bater na barreira chamada Leonardo Pais. Outro exemplo disso foi uma jogada individual que Reinaldo Garcia, em posição frontal, não conseguiu concretizar. Já depois da marca dos quinze minutos, uma descoordenação defensiva do Valongo permitiu que o experiente argentino seguisse isolado para baliza da formação da casa, mas o Leonardo voltou a dizer não ao golo portista.

A eficácia do Valongo estava a níveis elevadíssimos e após uma perda de bola na defensiva do Porto, Gonçalo Pinto serviu Diogo Fernandes para o 2-0. Resultado surpreendente e que poucos poderiam antecipar antes do arranque da partida.

Sempre com mais bola, os dragões denotavam alguma incapacidade de reação. Para além de alguns passes falhados, os lances de perigo passaram a surgir, sobretudo, através de stickadas de meia distância. Sem grandes soluções, acabou por ser através de um lance de magia de Cocco que, à meia volta e com uma picadinha, o Porto reduziu a desvantagem para 2-1.

O Valongo respondeu muito bem ao golo sofrido, mas nem de meia distância ou através uma de picadinha de Gonçalo Pinto conseguiu voltar a bater Nélson Filipe que, assim, manteve a diferença na margem mínima.

A cerca de cinco minutos da pausa, uma falha defensiva da equipa da casa quase resultou no empate dos azuis e brancos, mas Reinaldo Garcia, novamente isolado, acabou por enrolar o esférico ao poste esquerdo da baliza de Leonardo Pais.

Num lance de algumas dúvidas, rapidamente esclarecidas pelas imagens televisivas, Gonçalo Alves restabeleceu a igualdade através do recurso a uma picadinha, quando faltavam jogar pouco mais de dois minutos para o intervalo.

Terminada a primeira parte, o marcador indicava um empate a 2-2 entre Valongo e Porto. Resultado de uma enorme eficácia demonstrada pela equipa da casa e da magia de dois jogadores dos dragões que, com dificuldades a revolver a equação de forma coletiva, fizeram uso da sua técnica e imprevisibilidade para se superiorizar a Leonardo Pais. Guardião do conjunto comandado por Miguel Viterbo que estava a realizar uma enorme exibição.

Rafa festeja o golo do 4-3 com os seus colegas e adeptos do Porto
Fonte: FC Porto

O Valongo regressou bem dos balneários, tendo a posse de bola durante bastante tempo e até um golo viu ser anulado. Contudo, foram poucas as oportunidades de finalização que dispuseram e as que conseguiram criar Nélson Filipe travou. Do ponto de vista defensivo, a equipa da casa esteve sempre muito fechada e organizada, o que provocava várias dificuldades ao Porto.

A primeira grande chance de golo dos dragões na segunda parte surgiu aos trinta e um minutos de jogo, mas Reinaldo Garcia não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Cocco. Pouco depois, o jovem Carlos Ramos viu um cartão azul após uma falta sobre Giulio Cocco e a formação portista beneficiou de um livre-direto. Hélder Nunes foi o escolhido para a conversão do lance de bola parada, mas Leonardo Pais negou o golo ao capitão dos azuis e brancos.

Em situação de superioridade numérica, o Porto carregou e depois de algumas tentativas Rafa, ao segundo poste, aproveitou um ressalto de bola para apontar o 3-2.

Minutos depois do 3-2 poderia ter surgido o quarto tento da tarde para os dragões. Porém, após uma boa recuperação de bola de Gonçalo Alves, Hélder Nunes, só com Leonardo Pais pela frente, acabou por enrolar o esférico ao poste direito da baliza do Valongo.

Disputados quarenta minutos de jogo, Giulio Cocco cometeu a 10ª falta do Porto. Nuno Araújo, chamado à marcação do livre-direto, não desperdiçou e com uma execução irrepreensível assinou o 3-3. Instantes depois, na sequência da bola de saída, jogada estudada no iniciar ou reiniciar da partida, Rafa respondeu da melhor maneira a uma má defesa de Leonardo Pais a uma stickada rasteira de Gonçalo Alves e fez o 4-3. Pouco depois, num lance concluído de forma algo estranha, os dragões chegaram ao 5-3 através de Poka, que fez um ligeiro desvio a um passe de Hélder Nunes.

Os males continuavam a cair para o lado do Valongo, pois após dois golos sofridos quase que de seguida, surgiu a 10ª falta da formação da casa. Giulio Cocco, especialista neste tipo de lances, assumiu o lugar de Hélder Nunes na marcação do livre-direto e apesar de ter permitido a defesa de Leonardo Pais, na recarga e através de uma excelente picadinha apontou o 6-3. O sétimo poderia ter chegado alguns minutos mais tarde, mas Leonardo Pais, com uma grande estirada, evitou o golo de Gonçalo Alves.

Na frente do marcador com uma vantagem de três golos, o Porto começou a gerir o resultado, procurando sempre fazer ataques mais longos, perto da marca limite dos quarenta e cinco segundos, atacando a baliza do Valongo somente em muito boas condições. A Associação Desportiva, por seu lado, também não arriscava muito, o seu campeonato não é este e ainda tem uma margem confortável acima da linha de água, o que acabava por ser bom para as intenções azuis e brancas.

A cerca de quatro minutos do final, o Valongo beneficiou de uma grande penalidade. Nuno Araújo voltou a ser o escolhido para a conversão da bola parada e com uma stickada bem colocada, reduziu a diferença para 6-4.

Com pouco mais de um minuto e meio para se jogar, Hélder Nunes recuperou o esférico no meio campo, seguiu isolado para a baliza do Valongo e no frente a frente com Leonardo Pais não falhou e fez o 7-4. Selando uma importantíssima vitória dos azuis e brancos que, desta forma, ficam com via aberta para o 23.

Concluído o encontro, o Porto venceu no sempre difícil pavilhão do Valongo por 7-4. Vitória clara e indiscutível da melhor formação em pista que, com a soma destes três pontos, fica apenas a um triunfo da conquista do 23º Campeonato Nacional de Hóquei em Patins. O Valongo deu uma boa réplica aos dragões, mas nunca colocou realmente em causa a vitória dos azuis e brancos. Nota para a excelente exibição de Leonardo Pais, pois o marcador poderia ter um desenho bem diferente, não tivessem sido as suas inúmeras intervenções.

Assim, na próxima quarta-feira, a partir das 20h30, o Porto recebe o Riba d’Ave, num jogo em atraso da 24.ª jornada, e em caso de vitória sagrar-se-á Campeão Nacional.

AD Valongo: 10-Leonardo Pais (GR e CAP.), 4-Nuno Araújo, 5-Carlos Ramos, 7-Diogo Fernandes e 49-Pedro Mendes; Jogaram ainda: 20-Luís Melo, 57-Rúben Pereira e 77-Gonçalo Pinto; Banco: 12-Bernardo Mendes (GR) e 8-João Pedro

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka; Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

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