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Benfica vence clássico

Diogo Nunes · 4 min

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Cabeçalho modalidadesA 11ª jornada do campeonato nacional de Hóquei em Patins teve a stickada inicial com o clássico dos clássicos, ou seja, com um Benfica-Porto. Num pavilhão Fidelidade quase cheio, o Benfica acabou por vencer por 8-4 e, assim, aumentar a vantagem sobre o Porto no campeonato.

O início do jogo foi equilibrado, mas rapidamente o Benfica passou para a mó de cima, visto que, logo aos cinquenta e seis minutos, Hélder Nunes viu um cartão azul. Nicolia assumiu a marcação do livre-direto e acabou por permitir a defesa de Nelson Filipe.

Em situação de superioridade numérica, o Benfica não conseguia aproveitar para marcar. Pouco depois dos dois primeiros minutos de jogo, os encarnados voltaram a beneficiar de um lance de bola parada, desta feita, uma grande penalidade. João Rodrigues foi para a marca, mas também não conseguiu ultrapassar o guarda-redes portista.

Finalizado o período de superioridade numérica, o jogo continuava empatado a zero, mas o Benfica era a equipa que estava melhor em pista e chegou mesmo à vantagem. Sociedade Nicolia/João Rodrigues a funcionar e o internacional português, de primeira, fez o 1-0 para as águias.

O clássico jogou-se com pavilhão quase cheio Fonte: SL Benfica
O clássico jogou-se com pavilhão quase cheio
Fonte: SL Benfica

Conseguida a vantagem, que era justa para as oportunidades que os encarnados vinham criando, o Porto acabou mesmo por chegar ao empate. Num período em que o Benfica optou por defender com três, deixando um quarto jogador solto na frente, os dragões aproveitaram para chegar ao empate por intermédio de Jorge Silva, a passe de Hélder Nunes.

Após seis minutos de jogo bastante bons, o encontro entrou numa fase bastante equilibrada, onde ambas as equipas tiveram algumas oportunidades, sobretudo o Benfica, pois tanto as águias como os dragões não davam grandes espaços e, quando existiam, Traball e Nélson Filipe iam adiando novas alterações ao marcador.

Novas emoções apenas no final da primeira parte. A faltarem menos de cinco minutos para o intervalo, Miguel Rocha aproveitou uma rápida reposição de bola da parte de Jordi Adroher e isolado, na recarga, passou o Benfica para a frente do marcador.

Até ao intervalo, o jogo continuou equilibrado e o marcador não voltou a mexer. Assim, o Benfica ia para as cabines a vencer pela magra margem de 2-1.

O início da segunda parte, mantinha a toada verificada em grande parte do primeiro tempo, ou seja, o jogo continuava equilibrado e a um ritmo morno. No entanto, aos trinta e três minutos de jogo, Diogo Rafael viu João Rodrigues solto à entrada da área do garrafão do basquete e o internacional português aproveitou para fazer o 3-1. Logo a seguir, a sociedade Nicolia/João Rodrigues voltou a funcionar. Após um belo trabalho na tabela de fundo, o astro argentino serviu o número nove benfiquista para o 4-1. De seguida, surgiu a 10ª falta do Benfica e Reinaldo Garcia viu um cartão azul por protestos.

Hélder Nunes, capitão do Porto, foi para o ponto de marcação do livre-direto, mas não conseguiu bater Traball. No seguimento do jogo, foi a vez de aparecer a 10ª falta do Porto e, tal como Hélder Nunes, Nicolia não conseguiu aproveitar o livre-direto. Contudo, na continuação do lance, o capitão dos dragões acaba por ver novo cartão azul, em virtude de uma falta sobre o número cinco encarnado. Desta feita, foi Adroher a ter a oportunidade de marcar e não desperdiçou, colocando o Benfica a ganhar por 5-1.

Os bicampeões nacionais estavam por cima do jogo e o Porto tinha dificuldade em reagir. Todavia, num lance de sorte, Vítor Hugo aproveitou uma bola vinda da tabela final para reduzir o resultado para 5-2.

A perder por 5-2 e ainda com bastante tempo para se jogar, os azuis e brancos tentavam fazer pela vida, mas o Benfica ia controlando o jogo e aproveitando o espaço deixado nas costas da defensiva portista para ir criando vários calafrios a Nelson Filipe. Calafrios esses que passaram a golos, pois a menos de nove minutos para o final, Adroher roubou a bola a meio campo a Hélder Nunes, seguiu isolado para a baliza do Porto e aproveitou para bisar na partida, fazendo o 6-2.

Pouco depois do segundo golo de Adroher, o espanhol viu um cartão azul após uma falta sobre Vítor Hugo. Gonçalo Alves seguiu para a marca do livre-direto, mas também não conseguiu bater Traball. Logo a seguir, surge a 15ª falta do Benfica. Hélder Nunes voltou a assumir a marcação do livre-direto, mas atirou ao lado. No seguimento do lance, Reinaldo Garcia voltou a ver um cartão azul por falta sobre Diogo Rafael. No correspondente penalti, João Rodrigues não conseguiu aumentar a vantagem encarnada. No entanto, aproveitando a superioridade numérica, o Benfica aumentou a vantagem com um golo do capitão Valter Neves. Pouco depois, novo penalti contra o Benfica. Desta feita, foi Rafa a assumir a marcação e a conseguir reduzir a desvantagem para 7-3.

Este foi o momento em que Valter Neves marcou, fazendo o 7-2 Fonte: SL Benfica
Este foi o momento em que Valter Neves marcou, fazendo o 7-2
Fonte: SL Benfica

Com o jogo controlado, o Benfica continuou a aproveitar os contra-ataques e a menos de quatro minutos do final, Nicolia voltou a assistir João Rodrigues para o oitavo golo do Benfica.

Até ao final, o Porto ainda voltou a reduzir o marcador por mais uma vez, por intermédio de Vítor Hugo, fixando o resultado final em 8-4 a favor dos encarnados.

Vitória justíssima do Benfica, que conseguiu anular grande parte do jogo do Porto e ir construindo um grande resultado na primeira jornada de 2017. Assim, o Benfica aumenta para cinco pontos a vantagem sobre o Porto e para seis sobre a Oliveirense, à condição, que defronta o Sporting no domingo.

No próximo fim de semana, o campeonato está parado, mas estão de regresso as competições europeias. O Benfica recebe o Amatori Lodi, atual classificado do campeonato italiano, enquanto o Porto viaja até à Catalunha, para defrontar o Barcelona no mítico Palau Blaugrana.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Diogo Nunes

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