A última jornada da primeira volta colocou frente a frente os dois grandes de Lisboa. Num pavilhão Fidelidade completamente cheio, e após um encontro cheio de emoção mas também com uma bela pitada de polémica, o Benfica acabou por vencer o Sporting por 5-4.

Desde o inicio do jogo que ambas as equipas tentaram testar os guarda-redes, mas Traball e Girão responderam bem e mostraram estar prontos para um grande dérbi.

Numa altura em que o jogo se encontrava equilibrado, o Sporting aproveitou um rápido contra-ataque para se colocar em vantagem, por intermédio de um golo de Poka, ao dizer sim a um passe de Pedro Gil. De seguida, o Benfica dispôs de uma grande penalidade, mas Nicolia não conseguiu aproveitar. Os encarnados continuaram a carregar à procura do golo do empate, mas a bola não passava por Girão.

Os comandados de Pedro Nunes carregavam e o ritmo de jogo era bastante alto, mas continuavam sem conseguir materializar em golo o seu fluxo ofensivo. O Sporting pouco conseguia fazer, visto que mal o conjunto encarnado perdia a bola não era necessário muito tempo para a recuperarem.

Quando faltavam pouco menos de 10 minutos para o intervalo, os leões beneficiaram de um livre-direto, devido a uma falta de Valter Neves sobre André Centeno. O experiente Pedro Gil, foi o eleito para a marcação do lance, mas não conseguiu bater Traball.

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Apesar de ter estado quase a sofrer o segundo golo, a equipa encarnada continuou a dominar e a carregar á procura do empate, mas um muro chamado Girão continuava a evitar golos vermelhos e brancos. Contudo, como se costuma dizer “quem não marca sofre”,  foi precisamente isso que aconteceu. A faltarem menos de quatro minutos para o intervalo, Caio recupera uma bola vinda da tabela, após uma seticada de Pedro Gil, e assistiu Sergi Miras, que estava solto no interior da área benfiquista, para o 2-0 no marcador.

A par de Girão, Traball foi uma das grandes figuras do encontro Fonte: SL Benfica
A par de Girão, Traball foi uma das grandes figuras do encontro
Fonte: SL Benfica Modalidades

Os fantasmas de Oliveira de Azeméis pareciam estar presentes neste jogo, visto que o Benfica atacava e não conseguia marcar. Todavia, ainda no mesmo minuto, o Benfica consegue marcar e reduzir a desvantagem com um golo de Diogo Rafael. Nota para que a seticada do número quatro do Benfica acabou por sofrer um  desvio, ao embater num dos patins de André Centeno. A vantagem de dois golos podia ter sido reposta minutos depois, mas João Pinto isolado perante Traball não conseguiu fazer o 3-1.

Chegado o intervalo, o Sporting vencia por 2-1. Resultado justo pela sua eficácia, mas ao mesmo tempo também injusto por tudo aquilo que o Benfica tinha feito. Deste modo, o fator Girão a fazia-se sentir no resultado.

Na segunda parte, o jogo começou morno, com o Benfica a ser a primeira equipa a criar perigo, em virtude de uma seticada ao poste esquerdo da baliza do Sporting. Os verde e brancos reagiram, tendo tido algumas oportunidades de fazer o terceiro, mas Traball não o permitiu.

Aos sete minutos da segunda parte, numa saída rápida para o contra-ataque, Diogo Rafael é travado em falta por Sergi Miras. O espanhol viu cartão azul, proporcionando um livre-direto. Jordi Adroher assumiu a marcação do lance e não desperdiçou, fazendo o 2-2 no marcador. Pouco depois, o Sporting teve uma grande penalidade, em virtude de uma falta de João Rodrigues sobre Caio. Pedro Gil voltou a ser o escolhido para a marcação do lance, tendo voltado a permitir a defesa do guarda-redes encarnado.  Contudo, segundos depois, os leões dispuseram de outra grande penalidade, devido a uma nova irregularidade de João Rodrigues. Desta feita, foi Tuco, antigo jogador do Benfica, a marcar a grande penalidade e não falhou, colocando o Sporting, por mais uma vez, na frente do marcador, agora por 3-2.