Publicidade

Cinco minutos à Benfica mantêm a liderança

Diogo Nunes · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesO Hóquei em Patins é uma modalidade mágica! É uma das poucas onde o rumo de um jogo e de um campeonato pode mudar de um momento para o outro. Foi exatamente isso que aconteceu na tarde de sábado. Num pavilhão Fidelidade com lotação esgotada e onde estiveram dois espetadores especiais, Pedro Henriques e Marc Torra, o Benfica fez o que parecia impossível e em cinco minutos virou um resultado de 3-6 para 7-6, mantendo a liderança.

Os primeiros minutos de jogo demonstravam um Benfica mais objetivo na procura pela baliza adversária, ao passo que a Oliveirense optava por posses de bola longas. Só aos quatro minutos surgiu a primeira grande oportunidade. João Rodrigues, isolado, não bateu Puigbi. Apesar do esforço encarnado em marcar, foi a União a abrir o ativo. Ricardo Barreios entrou à vontade na defesa benfiquista e fez o 1-0. Pouco depois, Jordi Bargalló viu um cartão azul por falta sobre Diogo Rafael, que seguia isolado para a sua baliza. Jordi Adroher, que andava com um bom acerto nas bolas paradas, foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu marcar. Mesmo em situação de superioridade numérica, embora tenha criado várias situações de golo certo, o resultado não sofreu alterações.

Antes do jogo, João Rodrigues recebeu o prémio de hoquista do ano do Benfica Fonte: Sport Lisboa e Benfica - Modalidades
Antes do jogo, João Rodrigues recebeu o prémio de hoquista do ano do Benfica
Fonte: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

A fraca capacidade de finalização parecia afetar o Benfica que parecia algo adormecido. Esta situação de jogo colocava Traball com muito trabalho, exemplo disso foi um lance iniciado numa falha de Miguel Rocha que deixou Bargalló perto do 2-0. Aos dezasseis minutos, ás aguias tiveram uma chance de acordar, em virtude de uma grande penalidade cometida sobre João Rodrigues. O próprio tentou converter o penalti, mas o guarda-redes visitante voltou a estar melhor.

Com menos de dez minutos para o intervalo, a Oliveirense era a melhor equipa em pista e ia tendo várias oportunidades de aumentar a vantagem, pelo que o Benfica mantinha a toada sonolenta.

A cerca de seis minutos para a pausa, os encarnados iam dando alguns de estar a regressar ao jogo. Porém, as decisões atacantes não eram as melhores e as chances de fazer golo continuavam a sair goradas. Por outro lado, a União tentava controlar a partida.

Já dentro dos últimos dois minutos da primeira parte, Jordi Bargalló viu um novo cartão azul. Diogo Rafael foi o escolhido para a marcação de mais um penalti, mas tal como João Rodrigues, o número quatro benfiquista não conseguiu ultrapassar Puigbi. Novamente em superioridade numérica, os encarnados tiveram várias oportunidades para marcar, mas o 1-0 manteve-se.

Nos últimos instantes da primeira parte, a Oliveirense esteve perto de aumentar o score, mas Pedro Moreira acertou na barra.

Chegado o intervalo, a União ia vencendo de forma bem, embora um empate fosse o resultado mais justo. Contudo, o conjunto de Oliveira de Azeméis não tinha culpa do desperdício ofensivo encarnado.

O retorno do encontro foi equilibrado e algo morno, mas aos quatro minutos, tal como havia acontecido no primeiro golo, a defensiva encarnada ficou a ver jogar e Pablo Cancela fez o 2-0. Passados dois minutos, a Oliveirense teve uma oportunidade para fazer o 3-0, em virtude de um cartão azul visto por Diogo Rafael. Todavia, Traball parou as intenções de Cancela. Em situação de superioridade numérica, não marcou a União marcou o Benfica. Nicolia aproveitou a 10ª falta do conjunto de Oliveira de Azeméis e com uma “picadinha” reduziu para 2-1.

Terminada a fase de superioridade, os encarnados estiveram muito perto do empate, através de um contra-ataque de três para dois, mas no seguimento, contra-ataque de dois para um da Oliveirense e Bargalló apontou o 3-1. A partida voltava a dificultar-se e esse nível ainda subiu quando o histórico espanhol bisou e fez o 4-1.

Jordi Bargalló foi um dos homens do jogo ao apontar quatro golos. Fonte: Luis Velasco Hevia
Jordi Bargalló foi um dos homens do jogo ao apontar quatro golos.
Fonte: Luis Velasco Hevia

Enorme reação da União ao golo de Nicolia que, com dois golos em poucos minutos, colocavam a missão do Benfica num patamar quase impossível de recuperar, mas aos doze minutos da segunda parte, Adroher aproveitou uma bola vinda da tabela após seticada de Diogo Rafael e reduziu a desvantagem para 4-2. Logo a seguir, Adroher dispôs de quatro oportunidades para voltar a marcar, mas Puigbi não deixou.

O novo golo pareceu ter acordado as águias, que passaram a procurar a baliza contrária com maior afinco. No entanto, se essa atitude não caiu por terra muito rapidamente foi porque Traball ia impedindo um novo golo forasteiro.

À entrada para os últimos dez minutos, a Oliveirense ia tentando controlar o jogo e procurar o contacto com os jogadores benfiquistas de modo a ganhar faltas, assim como, parar o jogo. O Benfica, menos rodado pelas ausências de Tiago Rafael e João Sardo, ia insistindo, apesar do cansaço, mas Puigbi continuava a estar melhor.

A seis minutos do final, depois de Ricardo Barreiros ter abdicado de tentar aumentar o marcador e ter preferido segurar o esférico, Nicolia reduziu e devolvia a esperança na Luz. Porém, a mesma foi abafada pouco depois. Primeiro, iniciativa individual de Bargalló e estava feito o 5-3. De seguida, má saída de bola da parte do Benfica e Bargalló seguiu isolado para a baliza de Traball e apontou o 6-3.

Duro golpe para as, na altura, poucas expetativas do Benfica que, a precisar de ganhar e a perder por três golos, tinha cinco minutos para reentrar na discussão do campeonato. Aqui entrou em jogo o génio chamado Nicolia. 15ª falta da União e Nicolia, num lance a papel químico da 10ª falta, marcou. Faltavam três golos e pouco mais de três minutos havia para se jogar. O tempo passava, mas as coisas não saiam e o sonho benfiquista do tricampeonato fugia. Apenas com pouco mais de um minuto para se jogar, João Rodrigues, através de uma jogada de insistência, reduziu para 6-5. No reatar do jogo, foi a vez da Oliveirense cometer um erro na bola de saída e Nicolia isolado empatou o marcador.

A Luz explodiu e depois do campeonato ter estado completamente perdido, todos acreditavam que era possível virar o resultado com cerca de um minuto para se jogar. A trinta e nove segundos do final, Ricardo Barreiros cometeu falta dentro da sua área sobre Diogo Rafael. Nicolia foi o jogador chamado a converter a grande penalidade e ainda permitiu a defesa de Puigbi com as caneleiras, mas na recarga confirmou mais uma reviravolta do Benfica.

Os adeptos do Benfica e da Oliveirense encheram o pavilhão Fidelidade Fonte: Sport Lisboa e Benfica - Modalidades
Os adeptos do Benfica e da Oliveirense encheram o pavilhão Fidelidade
Fonte: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

Até ao final a Oliveirense arriscou tudo, jogando com o guarda-redes avançado, mas os três pontos não fugiram aos encarnados.

Grande jogo de Hóquei em Patins que acabou por terminar com a vitória do Benfica, que foi a equipa que mais acreditou e teve no génio de Nicolia um fator decisivo. A Oliveirense, por sua vez, não soube gerir a vantagem que tinha e, talvez, tenha abdicado muito cedo de tentar aumentar o score.

Ainda antes deste jogo terminar, o Porto já jogava em Valongo e não falhou tento conquistado os três pontos ao derrotar a Desportiva por 5-1.

Assim, tudo fica por se decidir na derradeira jornada do campeonato. O Benfica vai até Alverca defrontar o Sporting, enquanto que o Porto recebe o Riba d’Ave.

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Diogo Rêma fechou a baliza e o FC Porto atropelou o Vitória SC no Dragão| FC Porto x Vitória SC

O FC Porto continua imparável na Primeira Liga de Andebol. Na receção ao Vitória SC, em encontro da sétima jornada, os dragões construíram muito cedo uma vantagem confortável e transformaram aquilo que se perspetivava como um duelo exigente numa noite tranquila no Dragão Arena. Diogo Rêma foi um muro na baliza, Antonio Martínez liderou a produção ofensiva e a formação portista manteve o pleno de vitórias no campeonato. O equilíbrio durou pouco. Aos cinco minutos, o FC Porto vencia por 4-3, mas começavam já a aparecer os primeiros sinais do que se seguiria. João Gomes e Antonio Martínez entraram particularmente inspirados e, atrás deles, estava um Diogo Rêma praticamente intransponível. O internacional português somou três defesas nos primeiros dois minutos e meio e já levava cinco antes dos dez. Do outro lado, o Vitória acumulava falhas técnicas e ataques precipitados, oferecendo aos dragões aquilo que estes melhor aproveitaram: transições rápidas.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

Quatro jogos, quatro vitórias e um lugar nos quartos de final da Liga das Nações já assegurado. Dificilmente Jorge Jesus poderia ter imaginado um arranque melhor enquanto selecionador nacional.  Mais importante do que os resultados, porém, é aquilo que começa a acontecer dentro de campo. Ainda estamos perante uma pequena amostra, e existem problemas por corrigir (sobretudo defensivamente), mas Portugal parece finalmente uma equipa disposta a explanar todo o potencial que tem.Há mais velocidade, mais movimentos sem bola, mais jogadores a aparecerem entre linhas e menos posse estéril. Depois de uma seleção demasiadas vezes previsível sob o comando de Roberto Martínez, os primeiros sinais da nova era são refrescantes.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.