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O jogo teve um inicio equilibrado, com as duas equipas a procurar a baliza adversária. No entanto, em virtude de uma falha defensiva do Benfica, Anna Casarramona abriu o marcador, através de uma “picadinha”.
Em desvantagem, as encarnadas foram à procura do empate e, pouco depois, através de um lance de contra-ataque, Marlene Sousa, totalmente isolada, não conseguiu marcar.
A intensidade registada em pista era alta e o Benfica demonstrava não ter sentido o golo, pois acertou as marcações defensivas e criava vários lances para empatar.

Fonte: Sara Almeida Oliveira – BTV
Num jogo muito aberto, assim como equilibrado, as oportunidades sucediam-se, mas Maria Celeste Vieira e Elena González, sobretudo esta, iam impedindo novas alterações no marcador. No entanto, depois de muitas oportunidades, as tetracampeãs nacionais chegaram ao empate. Bela jogada coletiva, numa saída para o contra-ataque, Marlene Sousa assistiu Rita Lopes para o 1-1.
O golo encarnado devolveu alguma justiça ao marcador, premiando assim o melhor período das benfiquistas, durante a primeira parte. Após o empate, oportunidades para virar o resultado não faltaram, mas a guardiã espanhola manteve o jogo empatado.
A três minutos do intervalo, numa situação de dois para um, Maria Diez voltou a colocar o Gijón na frente do marcador. Todavia, a resposta benfiquista não se fez esperar e, um minuto depois, Rute Lopes, depois de uma jogada de muita insistência, empatou o jogo.
Chegado o intervalo, o placard indicava um empate a 2-2, resultado justo por aquilo que ambas as equipas tinham apresentado em pista, durante os primeiros 25 minutos.
Na segunda parte, o Gijón entrou melhor e ia sendo a guarda-redes do Benfica a evitar que o conjunto espanhol, rapidamente, passasse para a frente. No entanto, aos seis minutos, a equipa da casa fez o terceiro. Numa jogada precedida de um bloqueio ofensivo, Sara Gonzalez assistiu Anna Casarramona que, com muita sorte, apontou o 3-2.
Tal como havia ocorrido na primeira metade, a resposta benfiquista não tardou e no minuto seguinte, nova jogada coletiva do conjunto português e Rita Lopes repôs o empate, desta feita a 3-3.
Apesar do novo empate no jogo, o Gijón era a equipa que estava melhor, mas não conseguia ultrapassar Maria Celeste, uma das jogadoras do Benfica que estiveram em evidência.
Com o passar dos minutos, as encarnadas equilibraram o jogo e criavam várias oportunidades para passar para a frente, mas sem sucesso.
O fim do encontro estava cada vez mais próximo e, apesar de algumas oportunidades para os dois lados, a cautela, de parte a parte, começou a ser cada vez mais evidente. Isto, fez o tempo regulamentar chegar ao fim e com o jogo por resolver.

Fonte: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades
A primeira parte do prolongamento, ao contrário do que poderia esperar, foi repleta de oportunidades para as duas equipas. Logo nos primeiros segundos, Anna Casarramona seticou à barra. Pouco depois, Inês Vieira quase deu a passagem ao Benfica. De seguida, através de uma seticada de meio campo, o Gijón voltou a apanhar um susto, visto que a bola foi á barra. Ainda antes do final, Casarramona retornou a acertar na trave.
Após os primeiros cinco minutos de prolongamento, impróprios para cardíacos, o Benfica acabou por perder a partida a um minuto das grandes penalidades. Maria Diez viu Marta González solta ao primeiro poste e assistiu a número dois do Gijón para o golo de ouro, que garantiu a passagem das anfitriãs à final.
Por mais uma vez, o hóquei em patins feminino espanhol acabou por levar a melhor sobre Portugal, tal como ocorrera com a seleção na final do mundial do Chile. Desta feita, a vítima da sorte de nuestros hermanos acabou por ser o Benfica.
Na final da Euroliga feminina, que irá ser disputada ás 11h00 deste domingo, o Gijón irá ter pela frente o Voltregà, que derrotou, na outra meia-final, o Manlleu por 5-2.
Foto de capa: Sport Lisboa e Benfica – Modalidades
Artigo revisto por: Francisca Carvalho








