Numa partida em que Portugal estava obrigado a vencer para ainda poder sonhar com a conquista da Taça Latina, a Espanha apresentou-se muito forte e não deu nenhuma hipótese à seleção portuguesa, tendo vencido por 9-4.

O jogo começou da melhor maneira para a Espanha, pois, através de uma stickada de meia distancia, César Carballeria abriu o ativo, estavam jogados apenas trinta e oito segundos.

A Espanha estava muito forte e disputados cerca de três minutos, após uma situação de pressão alta, beneficiou de uma grande penalidade e César Carballeria aumentou a contagem para 2-0. Pouco depois, num lance de insistência, Portugal beneficiou de um penalti. Gonçalo Nunes, que haveria feito golo na sexta-feira, disparou um míssil que só parou no fundo das redes espanholas. De seguida, a Espanha poderia ter restabelecido a vantagem, mas Pedro Freitas negou o golo a Alabart. Depois, Vieirinha surgiu isolado, mas não conseguiu restabelecer a igualdade.

Após mais uma entrada muito negativa em pista, ao sofrer dois golos quase de seguida, Portugal ia conseguindo responder. No entanto, a Espanha, equipa mais experiente, estava muito confiante, criando vários lances de perigo na frente e pressionava alto, o que dificultava imenso a saída de bola portuguesa.

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Jogados oito minutos, a Espanha voltou a dispor de uma nova grande penalidade, mas Pedro Freitas, com as caneleiras, impediu o golo de Roger Acsensi. No seguimento do lance, Sergi Llorca tentou marcar na recarga, mas não teve êxito. Contudo, pouco depois, César Carballeira voltou a fazer o golo ao stick, fazendo um hacttrick e o 3-1 para a sua seleção. Pouco depois, surgiu o quarto. Ignacio Albart foi o homem do golo.

Grande começo da Espanha que ia vencendo, tranquilamente, por 4-1, com o ritmo por si imposto e a pressão alta, resultante de uma excelente condição física, a serem dois dos principais elementos na base da vantagem de três golos.

A faltarem cerca de dez minutos para o intervalo Sergi Llorca viu um cartão azul. Contudo, como o jogo estava parado, algo com o qual Luís Sénica, de forma audível, discordava, não houve direito à marcação do habitual livre-direto.

Em superioridade numérica, Portugal ainda conseguiu criar algumas chances de golo, mas muitas delas acabaram por ser negadas pelos defensores espanhóis, que executavam o corte mais rápido do que os portugueses finalizavam as jogadas.

O tempo de jogo não parecia afetar a Espanha que, desde o inicio, jogava a um ritmo alucinante. Assim, qualquer ataque de “nuestros hermanos” era extremamente perigoso e a quatro minutos do intervalo, essa forma de jogar voltou a dar resultados, com Ferran Font a assistir Sergi Aragonés para o 5-1. Volvidos três minutos, depois de muita insistência, Ignacio Alabart surpreendeu Pedro Freitas e aumentou a diferença para 6-1.

Chegado o intervalo, os jogadores portugueses só podiam respirar de alívio, pois, estavam a ser completamente atropelados pela Espanha. Seleção que estava a impor um ritmo elevadíssimo em pista e mesmo com a rotação de alguns jogadores, a velocidade não se alterava. Para além disto, a pressão alta, tanto na saída de bola de Portugal, como no seu meio rinque, limitava o perigo criado pelo conjunto de Luís Sénica. O marcador indicava 6-1 e o resultado era completamente justo.

Roger Acsensi, jogador do Caldes, foi um dos jogadores em destaque ao apontar três golos
Fonte: Roller Hockey Photos

O início da segunda metade voltou a ser positivo para os espanhóis, visto que, logo aos dois minutos, Roger Acsensi arrancou com o esférico perto da linha de meio campo e com uma bela “picadinha” apontou o 7-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta espanhola. Vieirinha foi o selecionado para a conversão do livre-direto, mas acabou por enrolar a bola ao lado. Passado cerca de um minuto, Roger Acsensi recuperou a bola a meio campo e voltou a marcar. Aumentando o score para 8-1.

Portugal continuava sem soluções pata fazer frente ao estilo de jogo espanhol, mas não deitava a toalha ao chão e aos sete minutos do segundo tempo, Vieirinha reduziu o marcador para 8-2. Porém, a Espanha não tirava o pé do acelerador e depois de mais uma perda de bola na saída para o ataque, Roger Acsensi, na recarga, fez o 9-2. Na resposta, Pedro Batista reduziu para 9-3.

Com o passar dos minutos, a Espanha começou a fazer ataques mais longos, esgotando, por vezes, o limite dos quarenta e cinco segundos. Esta ligeira redução do ritmo era boa para a seleção portuguesa que, aos poucos, ia conseguindo recuperar a diferença no marcador. A meio da segunda parte, Pedro Batista, solto no interior da área espanhola, aproveitou uma defesa incompleta de Marti Serra a uma stickada de Gonçalo Pinto para colocar o marcador em 9-4.

O final do jogo estava cada vez mais próximo e apesar da velocidade já não ser a mesma, a Espanha detinha o controlo da partida por completo. Retirando qualquer tipo de esperanças, se é que ainda existiam, a Portugal de diminuir a desvantagem no resultado.

Até ao final da partida, a Espanha circulou o esférico, sem atacar a baliza portuguesa, mas já dentro dos últimos segundos, dispôs de mais uma oportunidade, em virtude da 10ª falta portuguesa. Pol Manrubia, frente a frente com Alejandro Edo, que substituiu Pedro Freitas ao intervalo, não conseguiu bater o filho do mítico Edo Bosh que, com uma enorme defesa, impediu que a Espanha chegasse aos dois dígitos.

Terminada a partida, a Espanha venceu de forma justa por 9-4, num encontro onde não deu qualquer chance a Portugal que, assim, está fora da luta pelo título. Os jogadores comandados por Alejandro Dominguez, desde cedo imprimiram um ritmo altíssimo e uma pressão alta que a seleção portuguesa não conseguiu superar. A diferença aceita-se e só não foi maior devido uma fase final onde os espanhóis reduziram o seu andamento, preferindo circular o esférico e guardar forças para o jogo de domingo.

No outro jogo do dia, a Itália bateu a França por 4-1 e reentrou na luta pela Taça Latina.

O calendário da Taça Latina para domingo é o seguinte:

17h30 – Portugal vs Itália

19h30 – Espanha vs França

Equipas:

Espanha: Blai Roca (GR), Nil Roca, Ignacio Alabart (CAP.), Cesar Carballeira e Ferran Font

Jogaram ainda: Marti Serra (GR), Sergi Llorca, Sergi Aragonés, Roger Acsensi e Pol Manrubia

Portugal: Pedro Freitas (GR), Gonçalo Nunes, Alvarinho (CAP.), Vieirinha e Luís Melo

Jogaram ainda: Alejandro Edo, Gonçalo Meira, Gonçalo Pinto, Carlos Loureiro e Pedro Batista